Você não é corpo físico

Felizmente, os meios de comunicação estão usando a expressão correta “enterro do corpo” e não “enterro da pessoa”. Você não é o corpo. Você é o ser que habita provisoriamente um corpo físico para fazer um aprendizado, encontrar pessoas, realizar uma série de tarefas, passar por experiências, evoluir e voltar à fonte original.

Isto é o que os mestres da espiritualidade denominam “programação existencial” ou “Dharma”. Vejamos o que diz o Mestre Sri Prem Baba em sua obra Transformando o Sofrimento em Alegria:

“A Terra é uma escola de amor consciente, o que significa que você está aqui para aprender a amar. Talvez a melhor palavra não seja aprender, mas sim, lembrar.

“Contudo, essa escola tem etapas. Primeiro você se apega à matéria, desenvolve máscaras para ser bem visto, e se deixa envolver pelo véu da ilusão. Esse apego cria um círculo vicioso que dá origem à falsa identidade e ao sofrimento.

“A identificação com o corpo bloqueia o processo de evolução espiritual, não apenas por despertar o medo da morte, mas porque também dificulta a experiência da crença em Deus.

“Estando identificado com o corpo, não é possível acreditar em Deus. Agindo a partir desse condicionamento de que somos um corpo, não é possível praticar o altruísmo (verdadeira caridade).

“A desidentificação com o corpo acontece quando conseguimos nos reconhecer como manifestações divinas habitando um veículo corporal. Agora, você se torna um raio de realização e sua profissão se transforma num veículo para a realização do propósito maior através da doação de seus dons e talentos.

“Toda a atenção deve ser dedicada a reconhecer que somos a encarnação do amor divino e procurar enxergar essa mesma luz em todos os seres. Assim, você se ilumina, e se torna um trabalhador da luz a serviço do despertar coletivo.Seu despertar alimenta o campo que facilita o despertar de outros seres. Dessa forma, você realiza seu Dharma.

“Oro para que esse conhecimento se transforme em sabedoria na sua vida. O conhecimento se transforma em sabedoria quando colocado em prática”.

2 Responses

  1. “Eu quero é novidade”

    Embora esteja com muita vontade não vou expor neste comentário uma de minhas teses acerca deste assunto.

  2. Embora não pareça este é um assunto mais científico do que filosófico.

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