Turismo: A hora e a vez das cachoeiras do Cerrado

O Parque Ecológico Terra Viva, em Brazlândia oferece tranquilidade e contato com a natureza. Foto: Divulgação

A embarcação grega que deu um “cavalo de troia” no litoral brasileiro colocou Brasília e as cidades do Entorno do Distrito Federal na lista dos destinos turísticos a serem visitados nas férias deste final de 2019 e início de 2020.

A solução para o turista que não quer enfrentar o desgosto de ir a praias impróprias para banho é desbravar o interior do Brasil e trocar o sal marinho pelas águas doces das cachoeiras do Cerrado. Brasília, a capital federal, está de portas abertas para receber esse público e descortinar-lhe um novo e maravilhoso cenário escondido nos grotões do bioma mais velho do mundo.

Considerado berço das águas, porque abriga as nascentes que distribuem água para três grandes bacias hidrográficas, o Cerrado é o cenário único. Brasília é uma das rotas para quem quiser conhecer esse portal da felicidade.

Centenas de cachoeiras podem substituir a água salgada; o verde do cerrado e o azul do céu mais alto do Brasil podem tomar o lugar da imensidão do mar. Localizadas dentro e no Entorno do DF, as quedas d’água são o ponto de partida para o ecoturismo, com esportes radicais. A capital do País oferece turismo cívico, místico, arquitetônico, contemplativo, gastronômico, cultural, ecológico entre outros.

Uma cidade cinematográfica

Situada próxima à Chapada dos Veadeiros e de cidades históricas dos estados de Goiás, Minas e Bahia, a capital brasileira possui muitas atividades em variados segmentos do turismo. Em Brasília é possível viver a experiência de conhecer uma cidade parque, que oferece uma das melhores qualidades de vida do país para seus habitantes.

É uma cidade que reúne um pouco de cada unidade da Federação e a ligação do povo brasileiro com o mundo. “É uma cidade de encher os olhos, totalmente cinematográfica e, talvez por isso, também um polo criativo e cultural do nosso país. É uma cidade de muitos atrativos, e muitas oportunidades para se encantar”, afirma a secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça.

Só nas proximidades do Lago Paranoá existem 300 pontos turísticos, com praias artificiais, como a Prainha e o Piscinão do Lago Norte. “É fantástica a forma como o Paranoá agrega a população de Brasília”, diz ela.

“Na orla, a gente encontra opções de lazer para todos os públicos. Por exemplo, quem busca por atividade física pode escolher desde natação, asa delta, pesca, mergulho, SUP, caiaque, canoa havaiana, wind surf e até fly board. Praticamente tudo o que você encontra espalhado pela costa do Brasil, também pode curtir no nosso Lago”, afirma a secretária.

Mas, se o turista não pretende se molhar, pode aproveitar para descobrir novos sabores em um dos diversos restaurantes próximos à orla e suas imediações, seja em clubes, shoppings ou parques.

O turista sempre encontrará bons lugares para comer e contemplar. Pode visitar monumentos, os mais famosos cartões postais da cidade, ou passear pela ponte JK, pelo Pontão, os calçadões, a Ermida Dom Bosco, a Praça dos Orixás e diversos outros espaços públicos ou privados só na orla do Lago.

“O que não falta por aqui são opções para contemplar, ainda mais se for no período da seca, com aquele pôr do sol maravilhoso de Brasília”, afirma Vanessa.

Um lago a ser explorado

Apesar de reunir muita coisa para se fazer em seus 48 quilômetros quadrados, o Lago Paranoá era pouco conhecido fora de Brasília. Mas esse ilustre desconhecido tem se revelado. Criado para umedecer a cidade, a cada dia ele tem ocupado um espaço entre os cartões postais da cidade. Neste ano, por exemplo, foi palco de diversas competições nacionais e internacionais, como regatas, provas de natação, corrida e triatlon.

Tem recebido diversas festas e shows que ocorrem às suas margens. Há restaurantes e até boates em embarcações e outros divertimentos. Recentemente, algumas festas foram até reconhecidas no exterior, como o evento Lixo Zero. Tudo isso contribui para despertar o interesse do turista, seja ele nacional ou estrangeiro, pelo nosso Lago e pela capital do País.

Alguns dos pontos mais frequentados são o Pontão, os calçadões da Asa Sul e da Asa Norte, a Península dos Ministros, o Parque das Garças e a orla da Ponte JK. É comum, em qualquer um desses lugares, ver pessoas contemplando, fotografando, namorando, ou praticando atividades como SUP e canoagem.

Turismo contribui para o PIB

Um estudo econômico divulgado pelo Observatório do Turismo mostra que a contribuição das atividades relacionadas ao turismo para o Produto Interno Bruto (PIB) do DF é de cerca de 2,5%, o que já é representativo, mas ainda está em crescimento. No Brasil como um todo, a contribuição das atividades turísticas para o PIB é de 3,28%.

“Com tudo o que temos programado para os próximos anos, a elevação desse PIB é certa. É apenas uma questão de tempo até que o Lago Paranoá se torne um dos maiores destinos de lazer do Centro-Oeste. Para elevar ainda mais esse percentual, o GDF tem investido pesado no setor”, diz a secretária.

Caminhos do Planalto – Agora mesmo, o governo criou o projeto Caminhos do Planalto Central. São 400 quilômetros de trilhas que interligam as três rotas que ligam o DF ao Norte e ao Sul do País. Caminhos do Planalto Central vai unir Brasília a Goiás Velho (ou Cidade de Goiás) e à Chapada dos Veadeiros, numa rede que une três títulos de Patrimônio da Humanidade.

O DF já mapeou 400 quilômetros de percursos que irão formar o “Caminhos do Planalto Central” e farão parte do Caminho dos Goyases, que liga Goiás Velho à Chapada dos Veadeiros. Dos 400 quilômetros de trilhas, cerca de 100 quilômetros já estão sinalizados. O percurso é dividido em três arcos.

São centenas de quilômetros que ligam regiões de ecoturismo com as de Patrimônio Cultural da Humanidade. Os percursos interligam paisagens, unidades de conservação e diversos atrativos ambientais, culturais e da história da nossa região, incluindo sítios arqueológicos, cachoeiras, culinária e paisagens com vegetações em extinção.

O projeto irá integrar todas as regiões do DF ao Caminho dos Goyases, que faz parte da Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (Rede Trilhas). A Rede de Trilhas de Longo Curso engloba várias trilhas locais e regionais.

São quatro os circuitos criados: Litorâneo, do Oiapoque (AP) ao Chuí (RS); Caminhos Coloniais – do Rio de Janeiro a Goiás Velho (GO); Caminhos dos Goyases – entre Goiás Velho e a Chapada dos Veadeiros (GO) e Caminhos do Peabiru, ligando o Parque Nacional do Iguaçu (PR) ao litoral paranaense.

Porta de entrada para a Chapada

Além de ser porta de entrada para a Chapada dos Veadeiros, conhecida mundialmente por suas quedas d’água, Brasília e o seu Entorno possuem algumas das mais belas cachoeiras do Brasil. Em Brazlândia, há dezenas de reservas privadas do patrimônio natural, como a Chapada Imperial, a Barra do Dia e a Paraíso na Terra, que reúnem várias cachoeiras.

Em Formosa, além do famoso Salto do Itiquira e da Cachoeira do Indaiá, também há o sítio arqueológico do Bisnau, com seus hieróglifos de mais de seis mil anos. Pertinho dele estão as cachoeiras do Bisnau e muito ecoturismo. Há também o turismo cultural e gastronômico. Em Pirenópolis, a uma hora de Brasília, há também lindas cachoeiras e a tradição da cavalhada.

Títulos – Brasília também é um ótimo destino para quem quer viajar e aproveitar as belezas do interior do Brasil. Considerada um museu a céu aberto, a capital do País está na vitrine, com equipamentos de turismo.

Por suas qualidades, a cidade ostenta vários títulos, como Capital mundial da água, exemplo de eficiência urbana, modelo de convivência harmoniosa e integrada entre as classes sociais, proposta de vida moderna, capital da esperança, capital da unidade nacional.

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