Servidores do GDF fazem paralisação no próximo dia 10

Os servidores da assistência social do Governo do Distrito Federal (GDF) decidiram aderir ao Dia do Basta, movimento nacional de paralisação de trabalhadores organizado por centrais sindicais. O protesto está marcado para ao dia 10 de agosto e terá duração de 24 horas. A categoria decidiu pela adesão após assembleia realizada pelo Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc) na última terça-feira (31).

 

Mobilizada por organizações como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) e a Intersindical, o Dia do Basta é um protesto contra as altas taxas de desemprego registradas durante o mandato do presidente Michel Temer. Os trabalhadores reivindicam também pela redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis, pela retomada de direitos perdidos com a Reforma trabalhista, contra as privatizações de empresas estatais e contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para o presidente do Sindsasc, Clayton Avelar, o momento é de união popular. “Nós, servidores da assistência social, não vamos fugir à luta e compreendemos que não somos só uma categoria, mas uma parcela da classe trabalhista brasileira e, por isso, vamos aderir ao movimento de paralisação”, reitera.

Reivindicações renovadas

De março a junho deste ano, o Sindsasc promoveu a greve mais extensa já realizada por servidores do GDF, com duração de 83 dias. Os trabalhadores reivindicaram pelo acerto retroativo do aumento salarial previsto em lei desde 2015, e pela realização de concurso público para suprir o desfalque de 1.500 trabalhadores da carreira.

Além dessas pautas, os trabalhadores da categoria vão exigir do Executivo a implantação da jornada de sete horas corridas na assistência social, sem redução de salário; a regulamentação da escala 24 por 72 horas para alguns cargos; e a revogação do Edital de Chamamento Público N° 13 de 2017 (Reeditado), publicado pela Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh), que visa terceirizar o trabalho de preenchimento de cadastros de cidadãos que recorrem aos serviços de assistência social no DF.

 

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