Sem professor e sem professora, nada feito

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Imagine um país em que ninguém sabe nada sobre nenhum assunto e as gerações são superexploradas por uma elite que sabe tudo, tem boa educação e estuda em grandes escolas de outros países?

Nem é preciso responder sobre as condições de vida de uma população dessas, não é? Por incrível que pareça, esse tipo de população existe. No mundo, há países que não têm professores e escolas e, em consequência, não há soberania, desenvolvimento, bem-estar social e muito menos conhecimentos básicos para a vida.

Qual seria o destino do Brasil sem professores capazes de transmitir conhecimento e de formar cidadãos e cidadãs com pensamento crítico? O futuro de qualquer país depende da educação de qualidade e da distribuição do conhecimento em todas as classes sociais. O agente capaz de transformar realidades ruins em boas e um país submisso em uma nação soberana é o professor e a professora.

É por isso que eles são perseguidos por políticos de plantão que atuam para enfraquecer o Estado. Apenas mediante o conhecimento e a capacidade de dividir o que sabe, de ensinar cada disciplina na escola, é que um país forma gerações de cidadãos e cidadãs e se desenvolve.

O Dia do Professor nos remete a esse e a vários outros temas que vão da comemoração à luta por uma educação séria, livre, libertária, emancipadora, laica, gratuita, de qualidade referenciada. Ser professor não é seguir uma missão. É abraçar uma profissão que existe graças à luta diária da categoria.

Se sem professor e professora nada é feito, sem educação pública de qualidade, muito menos. Afinal, o mundo só é possível porque sempre houve alguém disposto a ensinar e a disseminar seu conhecimento pela humanidade.

A importância da profissão de professor e professora vai da sala de aula à ação direta na vida do estudante. Os(as) professores(as) constroem as profissões, transformam e reformulam perspectivas e conceitos de vida.

Todo mundo tem um professor que marcou para sempre a sua vida e nunca sai da memória. Essas são lembranças dos processos de transformação na vida que professores e professoras, indubitavelmente, farão na história de quem passou por uma escola.

Tudo que existe no mundo ao nosso redor é exemplo e resultado de que sem professor não haveria nada. Não teríamos o pão com manteiga se não houvesse alguém que aprendeu a ler e a escrever capaz de anotar uma receita milenar de pão e de manteiga. Sem o professor, o homem não iria à Lua e a evolução estaria comprometida.

Todas as descobertas científicas em todos os campos do conhecimento, como, por exemplo, a medicina, não seriam possíveis. O meio ambiente não resistirá se não houver a intervenção do professor e da professora em sala de aula sobre a importância dos ecossistemas preservados, como o bioma Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia.

O mundo não seria o que é hoje e nem será no futuro um mundo melhor sem a pessoa do(a) professor(a) que estimula e provoca a força criativa que há em cada um dos cidadãos e cidadãs.

Os atuais governos federal e distrital atuam para acabar com a profissão de professor, substituindo a relação social nas escolas pelo mundo privado do lar. A falta de incentivos aos professores e professoras está cada vez mais intensa. Ser professor e professora é lutar pela defesa da educação. É mostrar a necessidade das relações humanas e democráticas entre pais, filhos e professores(as), com psicólogos e assistentes sociais, ajudando na questão pedagógica.

Hoje, a educação está sob ataque dos políticos neoliberais. Portanto, diante desse cenário de militarização de escolas públicas, retirada de dinheiro público da pesquisa científica e da educação básica e superior, há pelo menos cinco motivos para se apoiar a luta dos professores. O primeiro deles é que, se hoje são eles que estão na mira dos ataques neoliberais, amanhã serão todos.

O segundo, é que o professor cumpre um papel importante para toda a sociedade porque forma todas as outras profissões existentes. Em terceiro, só a escola pública pode ser para todos. Em quarto, lutar por reajuste salarial é defender, sim, a educação pública. Em quinto, eles e elas são os primeiros a estarem do lado dos estudantes e das famílias deles.

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