Saúde, educação, bancos…

Foto: Pedro Ventura/ Agência Brasília
Foto: Pedro Ventura/ Agência Brasília
 
E outras 29 categorias estão em greve no DF. Governo alega não ter dinheiro para pagar reajustes

Cem mil servidores públicos do Governo de Brasília estão em greve ou prestes a cruzar os braços. A estimativa é da Central Única dos Trabalhadores do DF. Na quinta-feira (8) as categorias fizeram assembleias separadas na Praça do Buriti e a maioria decidiu paralisar suas atividades. Aderiram ao movimento as áreas de Saúde, administração direta e servidores do DER. Já os professores anunciaram que entrarão em greve a partir de quinta-feira (15).

Os primeiros servidores a aderir à paralisação geral foram os da Saúde. Os sindicatos garantem que só retomarão os serviços quando o GDF pagar o reajuste salarial acordado no ano passado. Calcula-se que 23 mil funcionários aderiram ao movimento. Os servidores são contra a implantação do sistema de Organizações Sociais (OSs) na gestão da Saúde. Na quinta-feira (8) foi suspenso o atendimento nos hospitais públicos, clínicas da família e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24h. E os servidores não descartam suspender os atendimentos (não emergenciais) por tempo indeterminado.

Pararam também os servidores da administração direta, do DER e os dentistas da rede pública. Eles são mais 45 mil pessoas. A greve prejudicou serviços como o Na Hora da Rodoviária do Plano Piloto. Estão previstos, para os próximos dias, piquetes nas portas no Anexo do Buriti, unidades do Na Hora e em outros órgãos para evitar a entrada de servidores.

Os professores e auxiliares da rede pública do DF entraram em estado de greve. Os docentes vão aderir ao movimento grevista no dia 15, Dia do professor. Os auxiliares marcaram nova assembleia segunda-feira (19). Algumas categorias não podem entrar em greve imediatamente. A legislação obriga um prazo para comunicar previamente ao GDF. Apenas as categorias que já tinham decretado indicativo de greve podem cruzar os braços imediatamente.

Resposta do GDF

O secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, afirma que explicou aos servidores a situação econômica do DF e a crise instalada no país como um todo. De acordo com ele, a greve “não vai resolver” o problema. “Neste momento, o governo não dispõe de recursos para conceder esses aumentos. Não adianta nos comprometermos com esses aumentos agora e no ano que vem não temos recursos para pagar a folha. Isso é a situação que estávamos vivenciando hoje em dia, que causa uma imensa insegurança, um desconforto”, justificou.

 


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