Sargento do Aerococa vai pedir extradição

Da Redação

A defesa do segundo-sargento da Aeronáutica preso desde o dia 25 de junho em Sevilha vai encaminhar documento ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para que o governo brasileiro solicite ao governo espanhol a extradição de seu cliente para o Brasil. Manuel Silva Rodrigues foi flagrado com 39 quilos de cocaína ao desembarcar numa conexão do avião reserva da comitiva do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que seguia para a reunião da cúpula do G-20, em Osaka, no Japão.

O advogado Carlos Alexandre Klomfahs, responsável pela defesa do sargento da Força Aérea Brasileira, afirmou que existem “evidências de ações ‘clandestinas’, sem autorização da Diretoria da ABIN, com objetivo de, além de imputar crime grave ao acusado, prejudicar a imagem do Brasil e do governo Jair Bolsonaro”. Na petição enviada ao governo espanhol ele insinua que o sargento seria vítima de uma “armação”.

A narrativa é muito semelhante da versão difundida pelo vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, que tem tem atacado sistematicamente a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) a quem ela se subordina, acusando-os de prejudicar o governo. O “pit bull”, como Carlos é tratado pelo pai, fala em “infiltração” e acusa o chefe do GSI, general Augusto Heleno, de “incompetente”. A narrativa é assumida pelo advogado do militar-traficante.

No requerimento publicado pelo blog do jornalista Fausto Macedo, o advogado alega: “do exposto, requer desta Ilustre Corregedoria o acompanhamento e a disponibilização à Defesa dos números dos processos Adm. ou do inquérito-policial militar de toda prova produzida (filmagem, oitivas e diligência coligidas e ou já efetivadas ou concluídas) contra o acusado, bem como o devido requerimento pelo Parquet Militar ao juízo militar competente da Extradição Ativa para fins de instrução e julgamento do processo penal junto ao Governo da Espanha pelo Ministério da Justiça ao Ministério das Relações Exteriores, à luz do disposto no Tratado Brasil-Espanha e da Lei de Migração. Por cautela nos lê em cópia a Procuradora Geral da República”.

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