Rollemberg firma compromissos com setor produtivo

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB), aproveitar o vácuo deixado por Ibaneis Rocha (MDB), seu adversário no segundo turno na disputa pelo Palácio do Buriti, e assumiu compromissos com empresários do comércio e da indústria do Distrito Federal. A Fecomércio e a Fibra convidaram os dois candidatos para sabatinas na terça (16) e quarta-feira (17), respectivamente, mas o emedebista declinou dos convites alegando falta de espaço na agenda.

No evento da Fecomércio, no Dúnia City Hall, no Lago Sul, diante de 200 convidados, Rollemberg respondeu a 15 perguntas formuladas pelos 28 sindicatos integrantes da base da Federação. O candidato teve 20 minutos para fazer uma apresentação inicial e depois respondeu a perguntas sobre o desenvolvimento econômico e social do DF.

“Na última eleição, nós entregamos a todos os eleitos um estudo chamado Brasília 2015, que apontava os principais problemas do DF e propunha soluções. Hoje gostaria de te entregar novamente”, disse o presidente da Fecomércio, Adelmir Santana.

Falsas promessas – Rollemberg fez uma retrospectiva do governo desde o início do mandato, quando descobriu que havia um rombo nas contas públicas, até os dias atuais, com a estabilidade financeira. “Vamos dar continuidade no que estamos fazendo. O DF pode buscar recursos de financiamento internamente e externamente”, disse.

Segundo o governador, “grande parte dos nossos investimentos só foi possível graças a empréstimos como o que fizemos junto ao Banco do Brasil, por exemplo. Com isso, vamos seguir controlando nossas limitações orçamentárias”, ressaltou em resposta a uma pergunta sobre equilíbrio fiscal.

Rollemberg também criticou a postura de Ibaneis Rocha em relação às promessas de campanha sobre a equiparação salarial para policiais civis e aumento proporcional na remuneração de policiais e bombeiros militares. “São falsas promessas. Estou dizendo isso para mostrar a disparidade do outro candidato, pois é matematicamente impossível, serão mais de 4 bilhões de reais por ano. Se ele ganhar será o caos, porque outras categorias também vão cobrar aumento, e se o governo não conseguir pagar vão acontecer paralisações e operação tartaruga”, previu.

As perguntas abordaram desde saúde, educação, segurança e transporte, até fomento da economia criativa, soluções para aumentar o emprego e renda da população, além de questões como desburocratização do Estado.

Benefícios fiscais – Segundo Rollemberg, há uma projeto de lei na Câmara Legislativa que prevê benefícios fiscais como o de outros Estados para haver competitividade e evitar que mais empresas do DF migrem para outras cidades e, consequentemente, mais empresas se instalem aqui.

Em relação à economia informal, o candidato disse que ela cresceu com a crise. Ele pretende formalizar todos os ambulantes, pautando a relação no amplo diálogo. Também prometeu para o próximo governo a recuperação do Teatro Nacional. “Fizemos melhorias no Museu da República, Biblioteca Nacional, além da reinauguração do Espaço Cultural Renato Russo”, comentou.

Em relação às parcerias público-privadas, Rollemberg disse que é necessário ampliá-las e fomentar o turismo, fazendo de Brasília um destino turístico. Sobre a manutenção de monumentos e viadutos do Distrito Federal, o governador disse que está sendo feita uma lista para atuar de forma organizada na recuperação dos equipamentos públicos, para evitar acidentes, como o do viaduto da Galeria dos Estados.

Prometeu modernizar a Agência de Fiscalização (Agefis), pois ela não deve atuar de forma repressiva. Para melhorar a mobilidade, assegurou construir mais estações de metrô, colocar o Bilhete Azul nos estacionamentos do centro de Brasília, finalizar as obras que estão em andamento para melhor o tráfego da Saída Norte, além de iniciar outras obras previstas para a Saída Sul.

Indústria – Na Fibra, Rollemberg repetiu a maior parte dos compromissos assumidos com o setor produtivo. Prometeu mais investimentos na formação de recursos humanos para as áreas de inovação e a criação de uma agência de desenvolvimento com autonomia para executar as políticas definidas para o setor.

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