Operação para prender traficante resgatado de hospital deixa cinco mortos no Rio

 

 Polícia Militar faz operação em comunidades do Rio e da Baixada Fluminense para encontrar o criminoso conhecido como Fat Family. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Polícia Militar faz operação em comunidades do Rio e da Baixada Fluminense para encontrar o criminoso conhecido como Fat Family. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Cinco homens foram mortos nesta quarta-feira (22) na megaoperação realizada pela Polícia Militar em favelas do Grande Rio para localizar o traficante  Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family, e outros integrantes da facção dele.  Segundo a PM, criminosos atiraram no agentes e houve confronto, na Comunidade do Rola, em Santa Cruz, Zona Oeste da capital. Seis suspeitos foram atingidos e cinco não resistiram.

Os policiais também prenderam um homem que estava foragido da Justiça e foi levado à 36ª DP (Santa Cruz). Foram apreendidos um fuzil, três pistolas, uma granada e drogas. Desde o início da manhã, homens de 21 batalhões fizeram, pelo segundo dia consecutivo, a megaoperação para tentar localizar  Fat Family e os responsáveis por invadir, no domingo (19), o Hospital Souza Aguiar, no Centro da cidade, e resgatar o suspeito, que estava internado sob custódia. Ele chefia o tráfico na comunidade do Santo Amaro, no Catete, Zona Sul, e, segundo a polícia, é ligado à facção que controla a maior parte das favelas da Região Metropolitana.

Presos transferidos – Quinze presidiários que estavam no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio, começaram a ser transferidos para presídios federais fora do estado na manhã de hoje. Todos os presos são da facção que resgatou Fat Family.

A transferência foi determinada pelo titular da Vara de Execuções Penais (VEP), juiz Eduardo Oberg. De acordo com o magistrado, as gravações de áudio em comemoração pelo resgate de Nicolas, recebidas por seu tio, Edson Pereira Firmino de Jesus, o Zaca, dentro da cadeia, evidenciam a necessidade de desarticulação imediata da quadrilha e seu constante monitoramento de modo rigoroso.

Em um trecho da sentença, Oberg classificou a Secretaria de Administração Penitenciária como “omissa” e exigiu que todos os fatos sejam investigados. Em resposta ao juiz, a secretaria informou que uma sindicância interna foi aberta para apurar os fatos e tomar as medidas necessárias. O órgão não informou para qual presídio os detentos serão levados.

 


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