Prazer em enxergar de novo

Marina Menezes (esq.) faz demonstração sobre exame

Fotos: Antonio Sabino

Voltar a enxergar normalmente provoca o prazer da redescoberta das próprias imagens de acordo com os depoimentos de pessoas que se submetem a cirurgia de catarata. Com visão parcial ou quase totalmente comprometida, os pacientes, em geral com mais de 50 anos, não resistem às manifestações efusivas de satisfação. A doença requer muita atenção ― é a maior causa de cegueira reversível em todo o mundo.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) no ano passado estimavam em 160 milhões de indivíduos atingidos no mundo – mais de dois milhões no Brasil. A médica oftalmologista Marina Menezes da Costa Dantas convive de perto com a euforia de quem volta a ver normalmente. Especializada em cirurgia de catarata, ela relata vários comentários de pura satisfação.  “Essa cirurgia mudou minha vida. Como é bom enxergar novamente”, são frases que escuta com frequência. “Há pacientes que me mandam mensagens de gratidão por muito tempo”, revela.

 

Tempo – Marina Menezes traduz a catarata como “envelhecimento natural dos olhos”. Com o aumento da idade, grande parte das pessoas terão a visão afetada pela doença. Trata-se da perda da transparência da lente natural do olho, o cristalino. “Nascemos com o cristalino transparente, mas com o tempo ele se torna opaco”, explica. A cirurgia é a única forma de reverter a catarata. “Com a cirurgia tenho a satisfação de tirar alguns pacientes de quase cegueira”, diz.

A catarata frequentemente ganha os noticiários porque é uma doença de alta prevalência e nem sempre o sistema público consegue atender toda a demanda de pacientes. No SUS, há filas de espera de vários anos para conseguir a cirurgia de catarata.

 

Águas Claras – Entre as principais causas da doença estão, além da idade, diabetes e uso de medicações. A pessoa fica com a visão embaçada como se estivesse em um espesso nevoeiro. A dificuldade de enxergar aumenta gradativamente. Após o diagnóstico, a cirurgia deve ser indicada antes de a catarata ficar muito avançada, para reduzir o índice de complicações pós-operatórias.

Marina Menezes atende no Centro Clínico Diem, em Águas Claras, e junto com a colega Fernanda Pascoal, é responsável pela oftalmologia, num local com médicos de várias especialidades. Marina tem ainda mais dois locais para atendimento no Visão Institutos Oftalmológicos, em Taguatinga e no Guará.

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