Pesquisa revela aumento de escolaridade e renda

A renda e o grau de instrução da população de Vicente Pires aumentaram. Segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad), divulgada na quinta (30), pela Codeplan, as famílias passaram a receber, em média, R$ 7.539,35, acréscimo real de 5,70% em relação a 2011. Além disso, na análise per capta, o valor é R$ 2.134,04, e o aumento real representa 10,85%.
Quanto à educação, as pessoas com nível superior completo representam 23,51%, o que inclui especialização, mestrado e doutorado. A situação é melhor do que em 2011, quando essse número era de 18,89%. Aqueles que cursaram até o Ensino Médio somam 23,60%, e analfabetos, apenas 0,67%.
“A renda aumentou, e isso foi um dos fatores que fez com que as pessoas buscassem melhorias, como aumentar o grau de instrução”, disse o administrador regional da cidade, Glênio José da Silva.
Segundo a pesquisa, a estimativa é que a cidade possua 19.930 domicílios urbanos, com 77% deles próprios em terrenos não regularizados. Os domicílios alugados representam apenas 3,24%.
Quanto à população, estima-se que, em 2013, ela era de aproximadamente 73.300 habitantes, com taxa geométrica de crescimento anual de 3,99%. A maioria possui entre 15 a 59 anos, faixa etária que representa 67,39%, enquanto o contingente de crianças de 0 a 14 anos representa 13,50%.
Os moradores contam com abastecimento de água e energia elétrica quase universalizado, e a coleta de lixo chega a quase 80% da população. Quanto ao esgotamento sanitário, a quase totalidade (95,86%) dos habitantes da região ainda não conta com esse serviço, e apenas 13,09% possui fossa rudimentar, e 82,55%, séptica.
Dos estudantes da localidade, 21,89% utilizam as escolas da própria região, 48,69% as de Taguatinga, e 16,37%% as de Brasília (Plano Piloto). Do total da população que usa serviços públicos de saúde, 81,15% se consultam nos postos de saúde, e 66,88%, no hospital e UPA de Taguatinga.
“Vicente Pires é uma região criada recentemente, em 2009, quando foi desvinculada de Taguatinga, por isso, a cidade se mostra dependente de outras regiões”, avaliou a gerente de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas (PDAD), Iraci Peixoto, ao se referir ao fato de a população adquirir 70% dos produtos fora de região, especialmente, em Taguatinga.
De acordo com os dados, apenas 23% das compras de alimentação e serviços pessoais e gerais são realizados na própria região, enquanto à aquisição dos demais itens não chega a 10%.
Além disso, a ocupação dos moradores concentra-se na área de serviços, que representa 95,12%. Desses, 22,49% nos serviços públicos (federal e GDF); 24,68% no comércio; e 19,67% nos serviços gerais. Do total de ocupados, 18,26% trabalham na própria região, 34,71% em Brasília (Plano Piloto) e 16,05% em Taguatinga.

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