Pacotão leva Queiroz para a avenida

Pacotão, no carnaval de 2012. Foto: Divulgação

Pelo segundo carnaval consecutivo, o governador Ibaneis Rocha (MDB) não será lembrado no samba enredo do Pacotão. Um feito importante. Seu antecessor, Rodrigo Rollemberg (PSB), já no primeiro carnaval, em 2015, inspirou os pacoteiros na marchinha Enrola um Beck, que fazia menção à falta de iniciativa do GDF sob sua gestão.

O sucesso mesmo foi em 2017, com Banho tcheco, referência ao racionamento d’água. Na era Ibaneis, o primeiro desfile teve Lula Livre como tema. E neste ano, quem vai entrar na W.3 pela contramão é Fabrício Queiroz, tido como o homem dos números da família Bolsonaro.

Dentre 23 composições, Contra o fascismo na contramão, de autoria de Sóter, Maria Sabina e Assis Aderaldo, teve escolha unânime dos nove jurados. Coisa rara no Pacotão, cuja marca registrada é a irreverência e quebrar a ordem das coisas.

Já na primeira estrofe, os compositores dão o tom: “O Pacotão vai escrachar nesse carnaval, essa milícia e também o laranjal./ O seu Queiroz, que vida boa, engordando a rachadinha da patroa./ Esse Queiroz né mole, não, também remexe no cofrinho do patrão./ Mas esse ano a coisa muda. Vamos Mandar essa cambada pra Papuda./ Contra o Fascismo, Luta do povo, Tem Pacotão vindo na contramão de novo.”

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