O novo professor

Nas orações de agradecimento, presentes em várias culturas, inclui-se o professor, chamado de Mestre em muitas dessas culturas, e “lentes”, nos tempos antigos. Há uma relação clara, exceto para parte da classe política brasileira, do valor dado ao professor, à educação e ao desenvolvimento de um país. Quanto mais desenvolvido, maior o valor.

Quanto menos desenvolvido, menor esse valor. Todos os países desenvolvidos, para desenvolver-se, investiram fortemente na formação e remuneração dos seus professores e em boas condições para o aprendizado do aluno.

Na Grécia antiga, dois educadores se destacaram na busca da formação de qualidade: Platão, criando a Academia, e seu aluno Aristóteles, criador do Liceu. Na Idade Média, a formação ficou por conta dos padres e seus seminários. E somente para a elite. Com o Renascimento, e a burguesia interessada em tomar o poder, investiram na educação dos seus filhos, criando escolas e bibliotecas. No Brasil, apenas recentemente começou um movimento pela importância do ensino de qualidade.

Leonel Brizola, por meio de Darcy Ribeiro, criou escolas de tempo integral. FHC e Lula investiram na formação e remuneração dos professores, mas ainda longe do ideal. No Ceará, o atual governador, Camilo Santana, planeja transformar, até 2020, todas as escolas estaduais em escolas de tempo integral. Quem educa o educador?, questionava Darcy Ribeiro.

De professor-instrutor, aquele que limita-se a ensinar sua disciplina. De professor-educador, aquele que usa sua disciplina para ajudar na formação do aluno como ser humano e, finalmente, o professor terapeuta, aquele que ama o que faz, ama seus alunos e leva em conta aspectos emocionais do aluno e o ajuda, ou o encaminha, para medidas adequadas de superação de conflitos emocionais.

Caro colega professor! Passe você também de professor-instrutor para professor-educador e, finalmente, para professor-terapeuta. Dá trabalho? Dá, mas sem crescimento não há prazer em ensinar. Somente a educação extingue as trevas da ignorância. E não se se esqueça de J. Krishnamurti: “o autoconhecimento é a base da sabedoria”.

Deixe um comentário