Navio grego é o principal suspeito pelo óleo no Nordeste, diz PF

Foto: Marcos Rodrigues/Agência Brasil

Polícia Federal (PF) deflagra operação nesta sexta-feira (01) para identificar a origem do vazamento de óleo que atinge o litoral nordestino. A investigação aponta um navio de bandeira grega como principal suspeito pela agressão ambiental que provocou a contaminação de mais de 250 praias brasileiras.

Os investigadores encontraram a mancha inicial de petróleo cru em águas internacionais, cerca de 700 quilômetros de distância da costa, em sentido leste, com extensão ainda não calculada. A embarcação, que pertence a uma empresa grega, atracou na Venezuela em julho, e a suspeita é de que o derramamento teria ocorrido quando seguia para Singapura, entre os dias 28 e 29 do mesmo mês.

“A embarcação, de bandeira grega, atracou na Venezuela em 15 de julho, permaneceu por três dias, e seguiu rumo a Singapura, pelo oceano Atlântico, vindo a aportar apenas na África do Sul. O derramamento investigado teria ocorrido nesse deslocamento”, informa a polícia.

As investigações tiveram início em setembro deste ano e foram realizadas de forma integrada com a Marinha do Brasil, o Ministério Público Federal, Ibama, as Universidades Federais da Bahia (UFBA) e de Brasília (UnB) e a Universidade Estadual do Ceará (UEC). Houve ainda o apoio de uma empresa privada do ramo de geointeligência.

A ação da polícia visa encontrar os responsáveis por crime de poluição e por não ter havido comunicação às autoridades sobre o incidente ocorrido em alto mar, o que é previsto em um artigo da legislação brasileira. São cumpridos dois mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em sedes de representantes e contatos da empresa grega no Brasil.

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