Minas Gerais vive calamidade financeira

Leone Maciel, prefeito de Sete Lagoas. Foto: Flickr Câmara Municipal de Sete Lagoas

Quarenta por cento dos 853 municípios de Minas Gerais decretaram calamidade ou emergência financeira. A crise fiscal atinge nove em cada dez prefeituras e praticamente todas elas terão dificuldade para pagar o 13º salário dos servidores.

Em Sete Lagoas, a 76 quilômetros da capital Belo Horizonte, metade dos 8 mil funcionários ainda não recebeu o salário de outubro. O prefeito Leonel Maciel Fonseca está pessimista. “Não temos previsão de quando pagaremos o mês de novembro e muito menos o 13º”, diz ele.

Na região metropolitana, o prefeito de Santa Luzia, Cristiano Xavier, afirma que o município acumula uma dívida de R$ 50 milhões e tem uma folha salarial superior a R$ 10 milhões por mês.

Em Itajubá, no Sul do estado, o prefeito Rodrigo Riêra ainda comemora o fato de estar com os salários do funcionalismo em dia e com possibilidade de não atrasar o 13º. “Mas estamos no limite dos limites”, afirma.

O governo de Minas Gerais reconhece uma dívida de R$ 10,5 bilhões com todos os municípios do estado. E diz que está tentando fazer um acordo judicial que permita repassar os valores devidos para amenizar a crise fiscal que prejudica toda a população.

A diretora da Associação Mineira dos Municípios (AMM), Ilce Rocha, diz que a situação é muito complicada. ”Temos dados que apontam que 90% das prefeituras não pagarão o 13º”, reafirma.

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