Jornalismo perde Fernando Pinto

Fernando Pinto, ao lado de sua mulher, a também jornalista Leda Sampaio. Foto: Arquivo Pessoal

O jornalismo Brasileiro amanheceu mais pobre nesta sexta-feira. Na véspera, por volta das 23h, morreu o repórter e escritor Fernando Pinto, 93 anos. Ele lutava desde o ano passado contra o câncer. Retirou o intestino numa cirurgia, mas há dois meses a doença teve uma recidiva no fígado.

Há sete anos, desde a edição 56, Fernando Pinto escrevia uma crônica semanal para o Brasília Capital. Foram 348 textos publicados no período. O “velho repórter”, como gostava de ser chamado, teve passagens brilhantes por grandes veículos de comunicação do País, como as revistas O Cruzeiro e Manchete, Jornal do Brasil e Correio Braziliense. Ele também era escritor de livros.

Fernando Pinto era admirado por amigos, familiares e colegas de profissão por sua retidão de caráter e amor ao ofício das grandes reportagens, inclusive como correspondente de guerra. O jornalista Carlos Chagas (20/5/1937 – 26/4/2017), certa vez escreveu: “Fernando Pinto é a imagem do repórter. Ou será que o repórter é a imagem do Fernando Pinto?. Confundem-se classe e indivíduo, numa simbiose que desperta em nós, da velha guarda, uma pontinha de inveja, e nos jovens que se lançam na profissão, a esperança de um dia se transformarem em Fernando Pinto”.

O velório de Fernando Pinto ocorrerá segunda-feira (25), no cemitério Campo da Esperança, em Brasília. A pedido dele e por decisão da família, seu corpo será cremado.

Leia os textos de Fernando Pinto para o Brasília Capital.

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