Hospital Daher é alvo em nova ação contra “máfia das próteses”

 
 

A Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu documentos e computadores no hospital Daher na manhã desta quinta-feira (6) durante a segunda fase da operação Mr. Hyde, que apura um suposto esquema criminoso que lucrava com a colocação de órteses e próteses sem necessidade em pacientes.

Em nota, o hospital disse estar colaborando com as investigações. “O Hospital Daher recebeu a visita da Polícia Civil na manhã desta quinta-feira, 6 de outubro. Não fomos avisados ou comunicados previamenente do teor da visita e estamos colaborando ativamente com as solicitações realizadas. Tão logo tenhamos informações oficiais sobre o teor das investigações, informaremos de forma ampla à imprensa”, diz a nota.

De acordo com a polícia, os alvos são os diretores do hospital, médicos e funcionários. Ninguém foi preso. Todos os suspeitos serão ouvidos ainda nesta quinta pela polícia e promotores. Participam da segunda fase da operação ao menos 20 policiais e oito promotores.

Ao todo, são cumpridos sete mandados de condução coercitiva e cinco mandados de busca e apreensão, de acordo com o Ministério Público do DF. O nome dos alvos não foi informado até a publicação desta reportagem. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Brasília.

 

Policiais apreendem computadores e documentos no hospital Daher, no Lago Sul, em Brasília, na 2ª fase de operação contra a 'máfia das próteses' (Foto: Gabriel Luiz/G1)
Policiais apreendem computadores e documentos no hospital Daher, no Lago Sul, em Brasília, na 2ª fase de operação contra a ‘máfia das próteses’ (Foto: Gabriel Luiz/G1)

 

Na primeira fase da operação, iniciada no dia 1º de setembro, a Polícia Civil prendeu 13 pessoas e apreendeu mais de R$ 500 mil em cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em um hospital, três clínicas e residências de médicos envolvidos com os supostos crimes.

Segundo a polícia, estima-se que cerca de 60 pacientes tenham sido lesados neste ano por uma única empresa. De acordo com as investigações, o esquema envolvendo cirurgias desnecessárias, superfaturamento de equipamentos, troca fraudulenta de próteses e uso de material vencido em pacientes é “milionário”.

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