Gestão subtraída e incompetência multiplicada: a equação do caos de Rollemberg

Foto: Matheus Oliveira
“Em dezembro do ano passado, na tentativa de defender-se do indefensável, o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, respondeu a um de meus artigos fazendo uma referência a um dos maiores expoentes da literatura, o escritor colombiano Gabriel García Marquez. Em sua argumentação, o atual gestor da SES-DF citou a seguinte frase: “Se você disser que há elefantes voando, as pessoas não irão acreditar. Mas, se você disser que há 452 elefantes voando, provavelmente as pessoas acreditarão”.
Quase quatro meses depois, quem diria, sou eu – e também a população do DF – quem pode usar a frase para descrever o governo de Rodrigo Rollemberg que, por meio de números “oficiais”, promove o chamado ilusionismo político frente àqueles que o elegeram. Só que, no meio desta semana, os esforços do GDF para enganar a população foram em vão e os “452 elefantes voando” no céu de Brasília pousaram bem no prédio do Ministério Público do DF (MPDFT). Assim, mais um legado do pseudossocialista veio à tona: o superávit da atual gestão do Buriti é, na verdade, um rombo.
É isso mesmo. Rollemberg e sua equipe de desgoverno, amparados pela ineficácia de gestão do governo federal, anunciaram superávit histórico em relação a 2017, de R$ 191,64 milhões. Contudo, a Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão do Ministério Público do DF desmentiu os “dados oficiais”, após o Núcleo de Assessoramento Técnico analisar relatórios e verificar que, na verdade, tratava-se de um déficit histórico de R$ 974,8 milhões. Eis aí, talvez,  o motivo da falta de transparência do GDF. Um governador que queria sigilo até sobre suas viagens com o dinheiro público, certamente vai mover mundos, fundos e contas públicas para tentar se reeleger.
Portanto, como elefantes não voam, o superávit anunciado pelo governo é um atestado de incompetência. E, infelizmente para nós, cidadãos do Distrito Federal, a maior estratégia dessa informação fake news é tentar sustentar a lenda urbana de que Rollemberg sabe o que faz e para onde quer ir: a tal “Brasília no Rumo Certo”. Só se o rumo for o da ruína. Pois uma “gestão” que não sabe calcular o prejuízo de suas contas tampouco conseguirá gerar lucros à população em forma de serviços públicos com qualidade.
E é por isso mesmo, creiam, que os 452 elefantes voadores de Rollemberg e sua equipe continuarão sobrevoando o Distrito Federal. As “fake news” e a incompetência são a grande toada desta gestão. A única verdade sobre os “números oficiais” que chegam à população por meio do GDF é que precisamos desconfiar. É preciso verificar, confirmar, calcular e recalcular. Pois, como afirmou Albert Einsten: “a matemática não mente. Mente quem faz mau uso dela”.
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