Força Nacional chega a Manaus e Boa Vista

Agentes devem auxiliar na recaptura de presos, na vigilância, em barreiras policiais nas estradas e na escolta de presos. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Após o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, acatar pedidos de Roraima e Amazonas, agentes da Força Nacional de Segurança Pública chegaram nesta terça-feira (10) a Manaus e Boa Vista para ajudar as polícias estaduais a conter a crise no sistema carcerário.

O governador amazonense, José Melo, pediu reforço de pessoal ao governo federal após ao menos 64 presos serem assassinados na capital nos últimos dias, a maioria no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB),  100 agentes da Força Nacional que vão atuar em Manaus já desembarcaram na cidade. Moraes anunciou na noite desta segunda-feira que os homens vão fazer policiamento e dar apoio aos bloqueios nas estradas e no perímetro das penitenciárias. Dez dos agentes devem colaborar com a administração dos presídios.

Roraima também recebe cem agentes, transportados em três aviões da FAB que decolaram de Brasília e do Rio de Janeiro. A primeira aeronave, com mais de 60 agentes e mais de cinco toneladas de equipamentos, chegou a Boa Vista por volta das 12h30. 

Ação restrita – O estado registrou a morte de ao menos 33 detentos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), na sexta-feira passada. A governadora Suely Campos pediu à Força Nacional que auxilie no controle da penitenciária. No entanto, Moraes afirmou que os agentes devem auxiliar na captura de presos foragidos, na vigilância, em barreiras policiais nas estradas e na escolta de presos.

“Nenhum pedido para a Força Nacional agir como agente penitenciário será deferido. Isso é ilegal pela lei que criou a Força Nacional. Ela é composta de policiais militares e há uma unanimidade, independentemente de ideologia, de que quem prende não deve cuidar. Isso é uma contingência legal”, declarou Moraes.

Além do Amazonas e de Roraima, outros cinco estados vão receber apoio federal para enfrentar problemas no sistema penitenciário: Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins.

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