Fernando Leite retorna à Caesb, “agora para ficar”

Fernando Leite volta à Caesb. Foto: Antonio Sabino – Brasília Capital

Há oito anos, o engenheiro Fernando Leite despediu-se da Companhia de Saneamento do Distrito Federal (Caesb) entoando a música “Não aprendi dizer adeus”, da dupla Leandro e Leonardo. A canção fala do fim da relação de um casal em que um dos dois resiste à separação, mas a aceita de forma dolorosa.

Na manhã de terça-feira (8), diante de centenas de funcionários da estatal – a quem chama de colegas –, convidados, autoridades e familiares, Leite encerrou o discurso, após tomar posse pela quarta vez como presidente da empresa, cantando versos de O Portão, de Roberto Carlos: “Eu voltei, agora pra ficar / Porque aqui, aqui é meu lugar”.

A plateia que superlotou o teatro da Caesb, em Águas Claras, vibrou. O espaço, que tem 440 assentos, recebeu um público com pelo menos o dobro de sua capacidade. Sem contar as pessoas que se aglomeravam na área externa, onde mais cedo ocorreu um culto ecumênico sob tendas armadas no pátio.

Somando suas passagens anteriores, Fernando Leite já acumula 12 anos como presidente da Caesb. Foi o responsável, entre outras obras, pela despoluição do Lago Paranoá e pela construção da barragem de Corumbá IV. E orgulha-se de ter imprimido na empresa o conceito da preservação ambiental.

 Na gestão Ibaneis Rocha (MDB), assume com dois desafios: levar cem por cento de captação e tratamento de esgotos e de abastecimento de água para todas as localidades do Distrito Federal, e tornar a Caesb a melhor empresa pública de saneamento do Brasil. “Vamos atingir todas as metas do programa de governo Ibaneis propostas para a Caesb”, garantiu.

 A cerimônia foi comandada pelo vice-governador Paco Britto (Avante), representando Ibaneis. Entre as autoridades, estavam o vice-presidente da Câmara Legislativa, Rodrigo Delmasso (PRB); o deputado distrital Cláudio Abrantes (PDT), cotado para ser o líder do governo; os secretários de Comunicação, Weligton Moraes; de Obras, Izídio Santos; e de Agricultura, Dilson Resende.

Após exaltar a imprudência de Juscelino Kubitschek para construir Brasília e de Joaquim Roriz para redimensionar a Capital, Leite exaltou a ousadia de Ibaneis, que promete um novo salto de desenvolvimento na cidade. E recorreu ao poema “Das Utopias”, de  Mario Quintana: “Se as coisas são inatingíveis… ora! / Não é motivo para não querê-las… / Que tristes os caminhos, se não fora / A presença das estrelas”.

 E os braços abertos dos velhos amigos passaram a abraçá-lo como antigamente. Leite estava, definitivamente, de volta às coisas que deixara. Afinal, amores vêm e vão, como aves de verão.

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