Expertise de depredação

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Foto: reprodução.

As imagens de 1986 e de 2016 revelam uma expertise de depredação incomum, mesmo para movimentos sociais dessa natureza. Nos dois protestos, poucos foram os vândalos presos, embora largamente fotografados.

Em 86, tudo isso deixou uma pulga atrás da orelha do então governador José Aparecido – PMDB. Ele determinou uma investigação com a participação de entidades civis, como OAB e Sindicato dos Jornalistas. No final, comprovou-se que a depredação e a queima de viaturas policiais tinha tido a participação de agentes do Estado, inclusive do militares à paisana.

Em 2013, foi constatado que nas depredações do Itamaraty participou um militar dos Fuzileiros Navais. Até hoje, não foi explicado se ele estava ali como cidadão ou à paisana, agindo para insuflar as massas. Ninguém sabe o que aconteceu com essa pessoa. Se houve punição.

As manifestações de agora explodiram e saíram do controle repentinamente. Será que tantos policiais não seriam capazes de evitar que o carro da TV Record fosse virado de cabeça para baixo? Será que o incêndio em veículos na Catedral não poderia ter sido apagado pelo Corpo de Bombeiros que estava com duas viaturas a poucos metros?

Por que com tantos recursos tecnológicos de segurança adquiridos para a Copa do Mundo, praticamente ninguém foi preso no momento da depredação?

As fotos que circulam pelas redes sociais mostram pessoas jogando coquetel- molotov com uma destreza especial.

Nada justifica a depredação e a violência. Mas muita coisa ainda não foi explicada. A exemplo de José Aparecido, o governador Rodrigo Rollemberg deveria determinar uma sindicância transparente, com a participação de entidades da sociedade, e apurar exatamente o que houve, se havia gente infiltrada desejosa de tumultuar e por que, com tanta tropa na rua, não foi possível evitar o quebra-quebra.

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