Estudos de 2018 revelam 12,1% de desocupação na juventude do DF

No Dia Internacional da Juventude, 12 de agosto, a Codeplan divulgou dois estudos realizados em 2018 sobre os jovens do DF. Um deles, intitulado “Jovens no mercado de trabalho: um olhar a partir da PDAD 2018”, e o outro, “Retratos sociais DF 2018 – Perfil da população jovem do Distrito Federal”. O primeiro traça o perfil demográfico. O segundo aborda a questão do jovem no mercado de trabalho.

O Sumário Executivo, que descreve o perfil demográfico dos jovens no DF a partir da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) 2018, revela, por exemplo, que residem 717.377 jovens no DF. Isto corresponde a 25% da população, proporção que se manteve estável nos últimos 10 anos.

Resumidamente, esses jovens podem ser descritos como negros (61,8%), solteiros (85,4%), residentes em domicílio composto por casal com filhos (55,2%), com 59,6% dos jovens na posição de filhos. Destaca-se que 24% das jovens são mães e que as jovens trabalham, em média, 8,4 horas por semana a mais que os jovens do sexo masculino com atividades domésticas.

Desempregados – Já o estudo “Jovens no Mercado de Trabalho: um olhar a partir da PDAD 2018”, que analisa a situação laboral dos jovens (15-29 anos), comparando o perfil dos

desocupados com o dos ocupados, além de estudar a inserção destes últimos ao mercado de trabalho, revelou que a taxa de desocupação dos jovens era 12,1% superior à observada para a população geral (26,2% contra 14,1%), com o contingente de desempregados concentrado nas regiões de Samambaia, Recanto das Emas e Ceilândia.

Os dados mostraram, ainda, que cerca de 60% dos desocupados não estudavam. Entretanto, esses jovens desocupados dedicaram mais tempo aos afazeres domésticos do que os ocupados, sinalizando uma importante contribuição não pecuniária para a manutenção do domicílio.

Segundo os autores, com base nos resultados encontrados, “políticas públicas que fomentem a criação de empregos em regiões mais populosas e compatíveis com a qualificação destes jovens (menos experientes e com escolarização de nível médio) e o oferecimento de qualificação técnica alinhada com a demanda do setor produtivo podem ser promissoras para aliviar o desemprego desse público”.

Eles reforçam, ainda, a importância da oferta de vagas em creches e escolas em tempo integral como forma de auxiliar a disponibilidade desses jovens para o mercado de trabalho. Os estudos são baseados na Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) 2018 e podem ser acessados no site da Companhia (www.codeplan.df.gov.br).

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