Estudante desaparecida em Taguatinga volta para casa

Celynne: segredos descobertos pela família. Foto: Reprodução/Facebook

Celynne Gonçalves, de 14 anos, que estava desaparecida da família desde o final da manhã de terça-feira (2), voltou para casa na tarde desta quarta-feira (3). Ela reapareceu por volta das 17h15, em telefonema, dizendo que estava na Avenida Comercial, em Taguatinga. A jovem apresentava um corte no lábio e estava chorando muito por volta das 17h30, quando sua mãe, a estudante de enfermagem Luciene Gonçalves Bruno, informou ao Brasília Capital que a filha já estava em casa.

Até o momento do contato com a redação, Celynne não havia dito ainda ao irmão mais velho, de 24 anos, que estava conversando com ela, por que sumiu dos familiares.  “Vamos tentar descobrir o motivo do sumiço. Descobrimos muitas coisas. Quebramos o sigilo do Facebook dela”, contou Luciene. A mãe, porém, frisou que se trata de segredinhos de adolescente. Como exemplo, ela citou bebidas alcoólicas e narguilé ― espécie de cachimbo muito usado por hindus, persas e turcos.

Gravidez

O assunto mais sério, de acordo com a mãe, acabou não se confirmando. A adolescente havia dito ao adolescente com quem havia ficado que estava grávida. Mas a mãe disse que terça-feira (2) obteve resultado do teste com resultado negativo. Até o momento do contado com a reportagem, Celynne havia contado apenas que caminhou de Taguatinga Sul até a comercial.

Depois de toda a conversa, é que a mãe decidiria se seria o caso de registrar algum tipo de ocorrência policial. Celynne Gonçalves estuda no Centro de Ensino Fundamental 12 de Taguatinga Norte e foi vista pela última vez na lanchonete Giraffas do Taguacenter, às 13h de terça (2). Foram mais ou menos 24h de sumiço da família. Ao sair de casa, disse que ia almoçar com amigos na lanchonete e que depois iria à escola.

Desespero

Colegas afirmaram que não se encontraram com Celynne e que ela não chegou a entrar na escola. A mãe, Luciene, contou que o celular da filha está estragado. “A gente já falou com todos os amigos possíveis. Eles falaram com outros colegas que nós não conhecemos e ninguém sabe nada. Já fomos em hospitais, no HRC e no HRT e também não a encontramos”, desabafou Luciene, terça-feira. Um boletim de ocorrência policial do desaparecimento de Celynne foi registrado na manhã desta quarta-feira.

 

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