Entreguismo à la Bolsonaro!

As cartas marcadas do entreguismo estão na mesa e tudo indica que o Brasil está a caminho de se tornar, definitivamente, uma colônia dos Estados Unidos. O que foi inicialmente planejado por Fernando Collor, que não consumou porque foi cassado por corrupção e, finalmente, concretizado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, no transcurso de seu mandato de 1º de janeiro de 1995 a 31 de dezembro de 1998, quando privatizou nada menos de 80 empresas estatais.

O pretexto era seguir o exemplo da primeira-ministra britânica Margareth Thatcher, que implementou a privatização de empresas estatais e a redução do poder dos sindicatos ingleses, que desfrutavam de grande poder político. Na verdade, tratava-se de um pretexto, bem utilizado por FHC, que, ao contrário de Thatcher, privatizaria empresas estratégicas, como portos, ferrovias e mineradoras. E, por pouco, também quase privatizou a Petrobrás e o Banco do Brasil.

Diga-se de passagem, isto depois de leiloar estatais estratégicas, como a Vale do Rio Doce, privatizada em maio de 1997, equivalente a uma doação de empresa pública a um grupo privado. Basta lembrar que FHC vendeu a Vale por menos do que o então governador do Rio Grande do Sul, Antônio Brito, vendeu a Companhia de Energia Elétrica do Estado. Na ocasião, até houve protestos de alguns setores nacionalistas, ignorados pelo presidente entreguista, que, com a cara-de-pau que sempre teve, faz hoje pose de herói.

O pior de tudo diz respeito à situação atual do entreguismo à la Bolsonaro, que já colocou na linha de tiro a rica Petrobrás, fundada em 1953 pelo então presidente Getúlio Vargas, tendo como principal objetivo a exploração petrolífera no Brasil. A medida foi impulsionada pela campanha popular iniciada em 1946, cujo slogan “O petróleo é nosso”, da qual participei como estudante no Rio de Janeiro, cujas cacetadas nas costas estão doendo até hoje!

O problema é que desta feita o governo eleito procurará reprimir de todas as formas possíveis quaisquer críticas ou questionamentos. E quem o fizer, com base nos decretos-leis que estão sendo preparados, será taxado até mesmo de “comunista” subversivo e poderá ser trancafiado na cadeia. Ou seja: teremos que entregar o ouro aos bandidos!

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