Ecossocialistas se reúnem no Gama

Logo ecossocialista/Chico Sant'Anna/Divulgação
Logo ecossocialista/Chico Sant’Anna/Divulgação

O Gama está na moda e começa a sediar eventos nacionais.
Depois da decisão de eleger o estádio do Bezerrão, e por
consequência o Gama, como uma das sedes do Mundial de
futebol na categoria sub-17, previsto para o período de 26 de
outubro a 17 de novembro, a cidade agora será também a
anfitriã do 4º Encontro Nacional Ecossocialista, uma tendência
interna do Psol.
Nos dias 27 e 28 de julho, militantes de todo o
país, que conjugam a ideologia socialista com a ambientalista,
estarão lá reunidos. As duas iniciativas são importantes para
mostrar aos brasilienses e ao Brasil que Brasília não é só a

Esplanada dos Ministérios e que existe vida ativa nos mais
diversos campos nas cidades que não querem mais ser vistas
como satélites.
A importância terá reflexos não só na autoestima dos
gamenses, mas também na economia local, pois haverá uma
movimentação diferenciada, com turistas e mesmo brasilienses
de outras cidades participando e consumindo no Gama.
“Esse encontro inverte completamente a lógica Plano Piloto
centrista. Isso, por si só, já seria motivo suficiente para
comemorar. Teremos aqui pessoas de 19 estados, de todas as
regiões, fazendo no Gama um debate urgente sobre o
Ecossocialismo, no contexto de um governo que declarou guerra
ao meio ambiente e está desmontado a política ambiental
nacional construída ao longo de décadas”, afirma o coordenador
do encontro, o advogado Juan Ricthelly.
No campo ambiental, o 4º Encontro Nacional Ecossocialista
debaterá o “Desmonte ambiental do governo Bolsonaro”,
“Ecofeminismo e bem viver no Campo, Cidade e Floresta”,
dentre outros temas.
Além das metas e projetos que serão debatidos e
aprovados pelos ecossocialistas do Brasil inteiro, a existência
desse evento reforça a luta pela regularização e preservação do

Parque Ecológico do Gama, que vem sendo alvo de grilagem e
ocupações irregulares.

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