Dietas da Moda

O excesso de peso corporal requer mudanças no estilo de vida, como já comentamos aqui anteriormente. Ou seja, mudanças sustentáveis no padrão alimentar acompanhadas de prática regular de exercícios. Sempre vemos na mídia, desde a década de 1970, a divulgação de dietas “milagrosas” para a redução de peso de forma rápida. Essas publicações são chamadas de “dietas da moda”.

A chamada dieta da proteína, ou do Dr. Atkins, é uma dieta com alto teor de lipídeos, baseada na teoria de que nutrientes com maior ação dinâmica específica aceleram o processo de emagrecimento. Segundo o próprio autor, ela é uma dieta desequilibrada e tem como objetivo restringir completamente as fontes de carboidrato até o ponto em que a gordura corporal seja mobilizada e utilizada como combustível energético.

Outra dieta famosa é a dieta de Beverly Hills, uma revelação dos anos 80, seguida por muitas estrelas de cinema de Hollywood. É uma dieta à base de abacaxi, mamão e outras frutas tropicais. No programa dessa dieta não há contagem de calorias ou pesagem de alimentos. Portanto, o consumo desses alimentos é livre.

Por fim, temos a Dieta do Tipo Sanguíneo, divulgada já na década passada, que propõe a relação entre os tipos sanguíneos (A, B, AB e O) e o padrão alimentar a ser adotado, como se o tipo de sangue determinasse o modo como cada indivíduo absorve os nutrientes.

O que temos em comum em todas elas é que, quando comparadas ao Guia Alimentar para a população brasileira, observamos que todas fazem menção à restrição de algum grupo de alimentos ou nutrientes. E quando isso ocorre, temos um prejuízo muito grande em relação aos micronutrientes da dieta.

Outra questão relevante é o fato de que qualquer perda de peso rápida implica em perda de massa muscular, e, com isso, a desidratação do organismo. Já dá pra imaginar, então, que elas não são recomendadas, principalmente por poderem trazer algum prejuízo à saúde.

 

Caroline Romeiro

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