DF de cela cheia

Papuda – Foto de Glaucio Dettmar

O Distrito Federal possui 16.363 pessoas privadas de liberdade. Esta é a população carcerária da Capital Federal divulgada pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ, por meio do Banco Nacional de Monitoramento de Prisões – BNMP. Deste total, apenas 648 são mulheres. Pelo BNMP, do total de internos, 4.022 estão em detenção provisória, ainda não receberam a sentença em definitivo. Brasília registra cinco detentos foragidos e 2.050 mandatos de prisão aguardam a sua efetivação pelas autoridades policiais. Cada preso custa, em média, R$ 2 mil por mês. Desta forma, a população carcerária custa mensalmente aos cofres públicos do DF R$ 32,7 milhões, ou quase R$ 400 milhões por ano.

Os dados do CNJ estão inseridos nesse Banco de dados que busca ter um retrato integral da realidade penitenciária brasileira. Até agora, 15 Unidades da Federação, incluindo o DF, já contabilizaram seus presos. O número nacional de detentos incluídos no BNMP chegou, em 29/5, a 430.178. É muita gente. Equivale a toda a população da Ceilândia, por exemplo. Quando todo o relatório estiver pronto, deverá apontar para uma população de presidiários de quase 800 mil pessoas. O Brasil é hoje o terceiro país do mundo com mais presos, perdendo apenas para Estados Unidos, China,  já tendo ultrapassado a Rússia.

No Brasil, nove, entre cada dez detentos, são homens. Os números nacionais revelam que para cada 100 presos, 35 estão em detenção provisória, aguardando a conclusão de seus processos. Nessas quinze Unidades da Federação, a polícia possui ainda 111.485 mandados de prisão emitidos contra pessoas que estão sendo procuradas.

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