Deputados voltam a discutir criação da universidade pública distrital

Universidade Candanga será inspirada na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS)
 
O professor Mourad Ibrahim (esq.), diretor executivo da Fundação Universidade Aberta do DF e ex-diretor da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), apresentou o projeto da universidade. Foto: Rinaldo Morelli/CLDF
O professor Mourad Ibrahim (esq.), diretor executivo da Fundação Universidade Aberta do DF e ex-diretor da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), apresentou o projeto da universidade. Foto: Rinaldo Morelli/CLDF

A luta pela criação da primeira universidade pública do DF ganhou o reforço hoje (26) de 20 deputados distritais com a criação de uma frente parlamentar em defesa da universidade pública. Educadores, estudantes e autoridades do GDF compareceram à reunião inaugural da frente e discutiram o modelo de ensino superior que deverá nortear a futura instituição.

O professor Mourad Ibrahim Belaciano, diretor executivo da Fundação Universidade Aberta do DF e ex-diretor da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), apresentou o projeto da universidade, que vem sendo chamada de Universidade Candanga. “O modelo que deverá ser seguido é o da ESCS, focado na formação transdisciplinar e na interação com a comunidade. O fundamental não é a estrutura física, mas sim a formação das pessoas. Quem espera um campus central luxuoso está enganado. Nosso campus é a cidade, são as relações sociais”, explicou.

Mourad também observou que 80% dos docentes da futura universidade deverão ser oriundos do mercado de trabalho, para garantir uma formação próxima aos desafios reais. O professor também apresentou dados que justificam a criação da instituição. Segundo ele, cerca de 250 jovens de Brasília se deslocam diariamente a Formosa (GO) para estudarem na Universidade Estadual de Goiás. “Isso acontece porque a UnB não consegue absorver toda a demanda e, por algum motivo, esses jovens não se matriculam nas instituições privadas”, afirmou. Mourad lembrou ainda exemplos de cidades brasileiras que ofertam cursos públicos de ensino superior. “Campina Grande, na Paraíba, possui 500 mil habitantes e tem três universidades públicas. Em nosso estado vizinho, a Universidade Estadual de Goiás vem mudando a geopolítica da região, abrindo unidades em diversas cidades”, exemplificou.

O professor Mourad enalteceu a importância da aprovação da Emenda à Lei Orgânica nº 88/2015, proposta pelo deputado Wasny de Roure (PT), que destina 3% da receita de impostos para a educação superior pública. Por sua vez, Júlio Barros, do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro) lamentou o veto do governo a partes do Plano Distrital de Educação. “Um dos vetos atinge exatamente a criação da universidade pública do DF. Nosso pleito é que a Câmara Legislativa aprecie e derrube esses vetos ainda neste semestre, pois muitas metas do plano têm início já no ano que vem”, reivindicou.

O deputado Cláudio Abrantes (REDE) ressaltou a importância da oferta de cursos superiores pelo DF à sociedade. “O Distrito Federal é hoje o penúltimo colocado na oferta de ensino superior público a sua população. Não se trata de combater as faculdades privadas, que prestam seu papel, mas de cobrar o dever do Estado de manter uma universidade pública e gratuita”, afirmou.

O deputado Prof. Israel Batista (PV) também manifestou apoio à criação da universidade e elogiou o modelo adotado pela ESCS. “A nossa Escola Superior de Ciências da Saúde nunca esteve abaixo das quatro melhores do país. Isso se deve ao modelo pedagógico adotado, que aproxima o estudante da realidade. Brasília foi concebida para ser vanguarda e temos todas as condições de darmos um exemplo ao país de como organizar uma universidade realmente voltada para os anseios da sociedade”, disse.


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