Debate esotérico

A metodologia de debate dos técnicos do GDF transforma a análise popular da Luos um tanto esotérica e ilusória. A lei trata exclusivamente dos lotes formalmente existentes. Mas, o registrado em cartório não é o que existe de fato nas quadras. Há invasões, ocupações irregulares, quiosques, puxadinhos e puxadões. Há empreendimentos autorizados no passado e que hoje não são mais legais. Há projetos de expansão imobiliária que estão nas pranchetas das autoridades, tais como a Cidade Aeroportuária e os Polos Multifuncionais (centros comerciais a serem criados em diversos pontos do Distrito Federal). Há mudanças de gabaritos. Há…

Enfim, tantas são as regras e nuances que serão anunciadas proximamente, que confundem a comunidade. Os moradores querem ver os projetos em sua totalidade e não fatiados. Tudo sobre a mesa. Uma análise transversal. E exemplificam: se vai surgir um Polo Multifuncional ou uma Cidade Aeroportuária, que contará até com Shopping Center, por que debater mais comércio no Park Way.

Não há pareceres de impacto ambiental e de trânsito e estacionamento sobre as mudanças propostas. Não estão claras as áreas que serão preservadas, os parques, as vias de circulação, e os instrumentos de mobilidade urbana. O potencial hídrico é suficiente para atender a estas mudanças urbanas ou haverá mais crise hídrica?

Como aprovar novas atividades se não há ônibus circulando, se as paradas do BRT não estão em operação? Os estacionamentos foram planejados para um uso residencial e não comercial. As vias atuais serão duplicadas? Serão criadas novas vias? Há rumores de que o GDF estuda uma ligação da QI 17 do Lago Sul ao Aeroporto e a abertura da Estrada do Roncador invadindo áreas de parques ambientais próximas ao Jardim Botânico.

Posteriormente, serão autorizados novos gabaritos para os imóveis? Prédios no lugar de residências?

As perguntas e dúvidas transbordam e a temperatura dos debates esquenta.

A administração Rollemberg pode se beneficiar financeiramente com estas mudanças. Imóvel comercial paga mais IPTU do que residencial. É verdade que as leis locais precisam se adequar às nacionais, que autorizaram o registro em residências de microempreendedores individuais.

Mas, é bom ficar atento. A cólera que se formou contra Agnelo Queiroz pode ser reavivada a qualquer momento. O brasiliense não gosta da pressão da especulação imobiliária e deseja que o governo preservar a qualidade de vida candanga.

Se Rollemberg perder esse referencial, tende a ter um fim de governo semelhante ao de seu antecessor.

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