Culpa, carma e libertação

Say Baba, o grande místico e educador da Índia do século passado, e Mahatma Gandhi, libertador daquele País, foram os primeiros místicos e entender e efetivar o ensinamento de Cristo de libertação da roda do carma pelo amor em ação, que Carlos Pastorino, chama de caridade.

Jesus, após ter os pés lavados por uma prostituta, despede-a, ensinando-lhe e a todos os demais presentes: “Vá em paz, minha filha. Os teus pecados lhe são perdoados porque você muito amou”. Notem que Jesus não fala ‘porque você muito sofreu’.

Atormentado pelo remorso por ter assassinado uma criança muçulmana, um indú recebe de Mahatma Gandhi o conselho espelhado em Jesus: “Procure um lar de crianças muçulmanas órfãs e adote uma delas como se fora seu filho”.

Na mesma direção, Say Baba adotou na sua escola a Pedagogia da Reparação, que anula a culpa e o carma. Errou? anule o erro reparando o mal feito. Entristeceu? alegre. Matou? dê vida. Destruiu? plante, construa, conserte. Separou? ajunte, faça reconciliação. Furtou? devolva, indenize, faça caridade material. Abandonou os filhos? adote. Trate os filhos dos outros como se fora seus próprios filhos.

É corrigindo os erros, pela ação contrária, que você não permite a culpa. Logo, não há carma e, consequentemente, não há autopunição, tais como cegueira, aleijões, deformações, doenças, pobreza, feiura etc.

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