Conversa de passarinheiro

 

Domingo passado (10), tive o prazer de passarinhar no Parque Nacional de Brasília com a jovem observadora de aves Ana Clara Guerra, cearense de Paracuru. Ela tem 14 anos, e desde os 11 fotografa aves. Já tem mais de 300 espécies registradas no Wikiaves – a enciclopédia virtual das aves brasileira.

Entre os registros espécies que já fez, Ana destaca o do torom-do-pará, em Parauapebas/PA, e o do trinta-réis-escuro, primeiro e único registro no Ceará. No domingo, como de costume,  ela estava acompanhada se seus pais, Rômulo e Célia.

Entre as mais de 15 espécies que registramos no Parna, o destaque foi o soldadinho, da família dos pipridae. São pássaros pequenos e gorduchos (o soldadinho, com seus 15 cm é exceção), de bico e cauda curtos. Alimentam-se de frutas e insetos. Em geral, os machos são coloridos e as fêmeas apagadas.

É comum entre eles uma elaborada dança de acasalamento, quando vários machos, em fila e um a um, dançam na frente da fêmea, pousada e quieta. Depois de vários minutos de dança, com um sutil sinal de cabeça, a fêmea escolhe o felizardo com quem vai garantir a preservação da espécie. Os demais machos, com o “rabo entre as pernas”, vão tentar ser felizes em outra freguesia, com outra fêmea.

 

SOLDADINHO Antilophia galeata – (Lichtenstein, 1823) – Seu nome científico significa do grego antios = diferente e lophos = com crista; e do latim galeata, galeatum = com capacete. Ave diferente com capacete. Por conta do capacete, também vem o nome popular. Também conhecido como tangará-rei, tangará-de-chifre, tangará-de-crista-vermelha e dançarino-de-crista-vermelha. Todo preto com uma vasta crista (o capacete) vermelho vivo que vai do alto da cabeça até o meio das costas. A fêmea, também tem o capacete característico, mas é toda verde, assim como os jovens.

Os machos são territorialistas durante o ano todo, com territórios exclusivos defendidos com cantos, afastando outros machos adultos em voos de perseguição.

No Parque Nacional, é comum vê-lo no acesso à Piscina Velha e na entrada da Trilha da Capivara.

 

(*) Seja um observador de aves. Junte-se a nós! Informações em: www.observaves.blogspot.com.br

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