Cinco coisas que você deve saber sobre o Zika

OMS confirma que o vírus Zika se estenderá por toda a América

 

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Mosquito Aedes aegypti . Foto: Portal Brasil

A doença tropical está se estendendo pela América Latina e Caribe. O vírus Zika, transmitido aos humanos por mosquitos, produz em geral sintomas leves, mas agora há suspeitas de que esteja relacionado com o aumento exponencial de bebês que nasceram com microcefalia no Brasil no último ano e possivelmente com outros problemas de saúde. Veja algumas coisas que você deve saber sobre o Zika.

  1. O que é o Zika?

O vírus Zika foi identificado pela primeira vez em macacos em Uganda, na selva Zika, em 1947. Daí seu nome. É originário, principalmente da zona tropical da África, mas também foi detectado no sudeste da Ásia e nas ilhas do Pacífico. O vírus está presente em muitos países da América Latina e Caribe.

  1. Como se propaga?

É transmitido por meio da picada do mosquito Aedes aegypti que também pode propagar outras doenças tropicais como dengue, a febre chikungunya e a febre amarela. Não se conhece ainda casos de transmissão de pessoa para pessoa embora pesquisadores estejam investigando a possibilidade de que o vírus pode ser transmitido por via sexual. Há uma suspeita de que um homem no Tahití tenha transmitido o vírus para a esposa durante contato sexual.

A Organização Mundial de Saúde, OMS, informou que o Zika se propagará rapidamente pelo continente americano. Considera que, como o vírus é novo na região, as pessoas não são imunes a ele e o mosquito vetor, o aedes, está em quase todos os lugares incluindo o sul dos Estados Unidos. Canadá e Chile são os únicos países considerados livres desse mosquito.

  1. Há sintomas?

Os especialistas acreditam que a maioria das pessoas infectadas com o vírus Zika não adoece. Os que adoecem normalmente desenvolvem sintomas leves como febre, erupções cutâneas, dores nas articulações e vermelhidão nos olhos que geralmente não duram mais que uma semana. Não existe um medicamento específico e ainda não foi desenvolvida uma vacina específica.

  1. Por que é uma preocupação agora?

No Brasil são fortes as evidências que ligam o vírus em mulheres grávidas ao nascimento de crianças com má formação congênita chamada microcefalia. O bebê nasce com a cabeça menor que o normal e sem que o cérebro tenha se desenvolvido adequadamente. Essa relação entre o vírus e a microcefalia está sendo investigada. Já são cerca de 3.400 casos. Os médicos também têm verificado uma condição nervosa chamada síndrome de Guillain-Barré que pode causar paralisia, entretanto não está confirmada sua relação com o vírus Zika, pois ter outras causas.

  1. Como se proteger?

Para se proteger as pessoas devem usar repelentes, camisas de manga comprida e calças compridas em especial durante o dia, quando os mosquitos tendem a ser mais ativos. Devem evitar lugares onde eles se reproduzem. Também é necessário adotar outras medidas como eliminar os possíveis focos eliminando locais que podem acumular água como garrafas sem tampa, pneus em locais molhados, pratinhos sob vasos de plantas, caixas d’água sem tampa, dentre outros. Muitas vezes esse “inimigo público nº 1” está dentro de casa e os moradores não percebem.

As grávidas

Sanitaristas norte-americanos recomendam que as mulheres grávidas considerem postergar viagens a 22 destinos. Na América Latina, a lista inclui Bolivia, Brasil, Colômbia, Equador, El Salvador, Guiana, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguay, Suriname e Venezuela. No Caribe, Barbados, Guadalupe, Haití, Martinica, San Martín e Puerto Rico. Incluem ainda nesse alerta: Cabo Verde, na costa de África ocidental; e Samoa, no Pacífico Sul.

No Brasil, a maioria das mães que tiveram bebês com microcefalia parecem ter se infectado no primeiro trimestre de gestação, mas há evidências de que a má formação congênita pode ocorrer em outros períodos no decorrer da gestação. O alerta quanto às viagens abrange todas as mulheres em qualquer período da gestação.

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