Celina Leão quer prisão preventiva de Liliane Roriz

A deputada distrital Celina Leão (PPS) protocolou denúncia no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, contra a também deputada distrital Liliane Roriz (PTB). A ex-presidente da Câmara Legislativa apresentou requerimento para que Liliane Roriz seja investigada pelos crimes de falso testemunho, fraude processual e obstrução da Justiça  E que, ainda, tenha prisão preventiva decretada.

Celina Leão diz  que Liliane Roriz Levou o Ministério Público ao erro com documentos editados e depoimentos mentirosos.  “Ela é uma atriz e tem de voltar à antiga profissão dela”, afirmou a ex-presidente da Casa nessa segunda-feira (5), ao dar entrevista para divulgar sua iniciativa contra a ex-amiga. A denúncia foi protocolada na última sexta-feira (2).

“Na condição de testemunha, se a pessoa está colaborando com a Justiça, por que mente? Por que entrega o celular com senha e não entrega todas as mensagens? Por que isso não está nos autos, ainda?”, questiona Celina. “É importante Liliane ser investigada também”, questionou. E disse que “ela (Liliane) não atuou sozinha”.

Crimes

De acordo com Celina, a filha do ex-governador Joaquim Roriz cometeu o crime de falso testemunho ao afirmar, em seu primeiro depoimento, que não tinha conhecimento da emenda parlamentar destinada à saúde e quem era o autor. Posteriormente, desmentiu a informação. O segundo crime, de fraude processual teria sido cometido quando Liliane enviou uma “falsa informação” ao Ministério Público.

“Ela manipulou dados no próprio inquérito do Ministério Público. Ela anexou minutas que davam entendimento ao MP de que a emenda era nossa (Celina Leão e Raimundo Ribeiro). A emenda foi produzida por ela, no gabinete dela, com anuência dela”, disse Celina. O terceiro crime, de obstrução da Justiça,  foi praticado porque Liliante apagado arquivos e que deveria ser considerado pelo MP para um pedido de prisão preventiva.

UTI

Procurada, a assessoria da deputada Liliane Roriz informou que a parlamentar  não iria se pronunciar sobre as acusações. Celina fala sobre mudança de finalidade de uma emenda parlamentar que direcionou R$ 30 milhões da sobra orçamentária da Câmara a um grupo de seis empresas que prestam serviços de UTI. Segundo as denúncias, o repasse acabou beneficiando deputados, que foram denunciados pelo MP por corrupção passiva e podem ter os mandatos suspensos.

“É bom relembrar que a deputada Liliane é minha inimiga pública. A deputada Liliane Roriz fraudou o processo para que escapasse de seu processo de cassação e se livrasse de seus processos na Justiça. Não aconteceu absolutamente nada. Foi parte da trama da própria deputada, que se via em dificuldade em seus processos judiciais e tinha dificuldade aqui na Casa”, afirmou Celina. No dia em que os áudios foram divulgados pela TV Globo, Liliane seria julgada pelo Tribunal de Justiça em um processo que poderia cassar a possibilidade de ela se reeleger.

Gravações

Nos áudios feitos por Liliane, Celina fala sobre mudança de finalidade de uma emenda parlamentar que direcionou R$ 30 milhões da sobra orçamentária da Câmara a um grupo de seis empresas que prestam serviço de UTI. Segundo as denúncias, o repasse acabou beneficiando deputados da Mesa Diretora.

Em entrevista exclusiva à TV Globo, Liliane detalhou parte do suposto “acordo”. Segundo ela, a negociação tratava de uma “sobra orçamentária” de R$ 30 milhões, destinada originalmente à reforma de escolas e unidades de saúde. Depois, os distritais aprovaram uma mudança no texto, direcionando o aporte para pagar dívidas do Palácio do Buriti com prestadoras de serviço em UTIs. O esquema teria sido montado pelo distrital Cristiano Araújo (PSD), que nega a acusação. Pela denúncia, o acordo envolveria repasse aos deputados de 7% sobre o valor das emendas.

 

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