Ceilandense, negro e amigo de Rollemberg

Almir de Sousa Figueiredo, o Mimi, gravou um áudio para garantir que Rollemberg não é e nunca foi racista

As acusações de racismo feitas pelo vice-governador Renato Santana (PSD) contra o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) fizeram emergir mais um personagem nas redes sociais. O ex-presidente da Liga das Escolas de Samba de Brasília (Liesb), Almir de Sousa Figueiredo, o Mimi, gravou um vídeo para garantir que Rollemberg não é e nunca foi racista.

Mimi deu seu próprio exemplo. “Sou preto e moro na Ceilândia”, disse ao Brasília Capital. Exatamente a condição alegada por Renato Santana como motivo para ser discriminado por Rollemberg. “O que me deu angústia foi ele alegar isso”, justifica.

Amigo de Rollemberg e da família do governador há cerca de 30 anos, o sambista garante que o conheceu antes de ele ingressar na vida pública. “Rollemberg ia à feira da Ceilândia para comer buchada e me chamava em casa”, relembra.

“Rodrigo é de dentro da minha casa. De chegar para almoçar comigo; de minha mulher fazer almoço pra ele. Em época de campanha, até dormiu lá em casa”. E acentua: “eu sou negão, sou amigo dele e tenho certeza de que ele é meu amigo. Ele me chama de “gato preto”, pela intimidade que temos, entendeu, meu irmão?”.

Ele avalia que “as pessoas falam determinadas coisas sem conhecer”. No caso de Santana, foram afirmações em discurso na Câmara dos Deputados, durante sessão em homenagem ao aniversário de Brasília, na segunda-feira (23). O vice diz que o governador esconde o preconceito e o elitismo no convívio diário com as pessoas.

“Sou negro. Negro da Ceilândia. Sou servidor de carreira. Rollemberg nunca escondeu seu desprezo pelos mais humildes. Faz um discurso pseudossocialista, mas no convívio diário não esconde seu elitismo e seus preconceitos”, discursou Santana.

O governo reagiu às acusações. Primeiro, por intermédio da Casa Civil e, depois, em nome do próprio Palácio do Buriti. Nas duas notas, Renato Santana foi chamado de inconsequente, imaturo, mentiroso e sem envergadura moral. Uma pessoa que “busca o discurso da vitimização, recorrendo a argumentos estapafúrdios para acusar o governador de preconceitos jamais alegados por qualquer pessoa séria em Brasília. Usa o método sorrateiro para esconder sua incapacidade administrativa”.

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