Caixa Econômica: Dia de Luta contra a reestruturação

A quinta-feira (13) marcou o Dia de Luta dos 86 mil empregados da Caixa Econômica Federal em todo o País contra o projeto do governo federal de reestruturação do banco. Em Brasília, o ato aconteceu na Matriz III da CEF, no Setor de Autarquias Sul. A manifestação foi liderada pelo Sindicato dos Bancários do DF, com apoio da Federação Nacional dos Economiários (Fenae) e da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).

Na véspera, o movimento dos empregados da CEF contra o plano do governo obtivera uma liminar na Justiça, que acatou pedido da Contraf-CUT, e determinou o imediato sobrestamento do processo. O sobrestamento garante a realização de tratativas no âmbito da Mesa Permanente de Negociação e a reformulação do cronograma de adesão, “fixando novos prazos para adesão por qualquer dos empregados da reclamada, em prazo não inferior a 15 dias, em atenção ao princípio da razoabilidade, a correr após a conclusão do trabalho da aludida Mesa Permanente de Negociação”.


O juiz fixou multa diária de R$ 500.000, em caso de relutância, resistência, embaraço ou recusa no cumprimento da tutela provisória de urgência. “A Justiça está dizendo que a Caixa deve respeitar seus empregados, que nos últimos dias vivem um clima de insegurança gerado pela direção do banco, com uma reestruturação sem qualquer conversa com os trabalhadores. É isso que vamos defender sempre: Que ela respeite a negociação com a representação dos trabalhadores e a dignidade de cada empregado que constrói essa empresa tão importante para o povo brasileiro”, afirmou o presidente da Fenae, Jair Ferreira.

Crueldade – “O ataque à Caixa é um ataque a todo o povo brasileiro”, afirmou o diretor da CUT-DF, Rodrigo Brito. Para o vice-presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, a reestruturação é “uma crueldade que gera intranquilidade entre os funcionários”. A diretora do Sindicato dos Bancários, Fabiana Uehara cobrou uma resposta do governo à contraproposta apresentada pelos trabalhadores. O presidente local da CUT, Rodrigo Rodrigues, destacou o papel social da Caixa: “É a maior financiadora do setor imobiliário nacional, além de liderar os microcréditos e o programa Bolsa Família”.

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