“As pessoas estão desacreditadas com a política de hoje”

Wesley Moura, pré-candidato a deputado distrital pelo PSDC

Wesley Moura viu o pai estudar e trabalhar muito como cobrador de ônibus e pintor de parede para vencer na vida. Seguindo o exemplo, formou-se em Contabilidade e tornou-se um homem solidário. Casado, pai de uma menina de nove anos, o ex-entregador de jornal, ex-office-boy e auxiliar da Receita Fiscal hoje distribui sopa e apoia voluntariamente o desenvolvimento do esporte e da cultura. Com esse perfil, o brasiliense de 36 anos tentará, pela primeira vez, se candidatar a deputado distrital nas eleições de outubro pelo PSDC.

Filho de uma pastora evangélica, o pré-candidato tem percorrido o DF em busca de motivar os eleitores a não desistirem da política. Além de defender o esporte e a cultura, Wesley Moura tem como bandeiras políticas a geração de emprego e renda, e o atendimento social aos mais necessitados. O escritório de contabilidade da família de Wesley Moura atende mais de 400 empresas. Nesta entrevista ao Brasília Capital, o empresário revela-se otimista com o futuro da cidade. “A redução da carga tributária fará o DF voltar a crescer, atraindo novas empresas”, acredita ele.

 

 

 

Por todo o DF, Wesley Moura (à direita) apoia projetos sociais, como escolinhas de esporte

Qual a sua relação com Brasília?Nasci em Brasília, mas meus pais moravam na Cidade Ocidental, em Goiás. Morei lá até os 6 anos. Depois meu pai começou a estudar e se formou em Contabilidade e conseguiu até trazer a família para morar no Guará. Eu tinha 5 anos. A memória da minha infância é no Guará. Comecei a trabalhar aos 12 anos entregando jornal. Minha carteira de trabalho foi assinada quando eu tinha 12 anos como office-boy. Depois me tornei auxiliar de Receita Fiscal num escritório de contabilidade…

Quando você começou a trabalhar com seu pai? – Sempre segui os passos do meu pai. Mas só depois que me formei ele me convidou para trabalhar com ele. Eu estava cheio de novas ideias e passei a atuar na captação de novos clientes. Até consegui mudar o nome da empresa para de Walter Contabilidade para Evolução Contábil e expandimos a área de atuação. Hoje, nós somos especialistas em lucro real e aqui em Brasília poucos escritórios atuam nessa área da contabilidade. Demos uma nova roupagem à empresa e hoje somos um dos maiores escritórios de Contabilidade do DF, com uma carteira de mais de 400 clientes.

Por que decidiu se candidatar a uma vaga na Câmara Legislativa? – Acho que vem de família. Sempre gostei de me envolver com trabalhos sociais, e tenho um tio que já foi prefeito por quatro vezes na cidade de Novo Acordo, em Tocantins. Hoje, meu primo é o vice-prefeito de lá. A política já está no sangue. Mas eu nunca pensei em ser político. Sempre gostei de me envolver com trabalhos sociais. Minha mãe congrega em uma igreja evangélica e eu sempre ajudei.

Você também é evangélico? – Sou cristão. Meu pai é católico e minha mãe, hoje, é pastora. Mas, era católica. Hoje ela tem a própria congregação dela, a Deus Proverá. E foi por meio dela que comecei a me envolver com projetos sociais. Porém, eu nunca e tive à frente desses projetos. Isso era com ela.

Que projetos são esses? – Atuamos muito na distribuição de sopas. Hoje desenvolvemos esse projeto em sete cidades do DF. No Paranoá, onde tem uma igreja Deus Proverá,há 5 anos esse projeto é desenvolvido e eu estou há três anos à frente dele. Não estou em todas as distribuições, mas sempre quando consigo eu vou. E gosto de ir lá e fazer.

Wesley Moura participa de eventos culturais, como quadrilhas juninas

Além desse trabalho, o que mais você faz nos projetos? – Também atuo com projetos voltados para o esporte e a cultura. Sempre gostei porque as pessoas desses setores promovem seus eventos sem a ajuda do governo. É um trabalho voltado para o resgate dos jovens que me encanta muito. E são investimentos baratos que podem salvar vidas, livrando os jovens de se envolver com coisas erradas.

Em que cidades, além do Paranoá, vocês desenvolvem esse trabalho? – No esporte, eu comecei no Guará ajudando os campeonatos de futebol amador. Hoje apoio projetos na Estrutural, em Ceilândia, em São Sebastião e no Paranoá. Na área da cultura já atuamos em praticamente todo o DF com quadrilhas juninas. O movimento junino em Brasília é muito forte. Eu acompanho os ensaios e as apresentações. Procuro estar sempre por perto para saber de que forma posso estar ajudar.

Então foi a partir desses contatos que surgiu a inspiração para a candidatura? – Sem dúvida. Um dos motivos são esses projetos. Penso que é a hora de contribuir muito mais, e uma maneira de expandir essa atuação é por meio da política.

Mas exatamente num momento em que a política decepciona tanto as pessoas? – De fato, a decepção é geral. As pessoas estão desencantadas com a política. Muitas dizem que não vão sair de casa para votar. E isso é ruim. Elas precisam saber de política e estar na política. Tudo passa pela política. O atual cenário desagrada a todos. Essa coisa de votar em branco ou anular o voto é ruim para todos nós. Essa atitude só vai beneficiar quem já está no poder.

O que pretende fazer para convencer as pessoas a sair de casa para votar em você? – Eu já venho trabalhando isso há três anos. Tenho explicado que se estão insatisfeitas com a política,então elejam pessoas novas. Vamos eleger pessoas que tenham novos pensamentos. Tem que avaliar que se o político não fez nada nos quatro anos que ficou no mandato, devemos escolher outro. Nós temos esse poder.

Quais são suas propostas para Brasília? – Tenho constatado que a falta de emprego preocupa muito a população de um modo geral. Brasília precisa de uma política que reduza a carga tributária visando a criação de novas empresas e a atração de investimentos de fora para gerar mais emprego e renda. O DF precisa oferecer incentivos fiscais para que as empresas se interessem em vir para cá. Temos que dar dignidade para as pessoas. Um pai de família que volta para casa sem o seu pão de cada dia não tem dignidade.

Um deputado distrital consegue resolver um problema tão grave como este? – Eu sei que se me eleger não vou conseguir fazer isso sozinho, mas poderei ajudar a mobilizar as pessoas para que o governo faça isso. Recentemente, cerca de 28 mil empresas fecharam em Brasília. Se conseguirmos resgatar isso e trazer as empresas que foram para Goiás, por exemplo, já seremos vitoriosos.Vimos muitas empresas fecharem as portas justamente devido à alta carga tributária, inclusive empresas de renome, com lojas em shoppings, saíram de Brasília.

Isto não passaria por uma reforma tributária, que deve ser feita pelo Congresso Nacional? – É uma bandeira minha porque vivencio isso cotidianamente no nosso escritório. Defendo que a reforma tributária seja feita o mais rápido possível. Sei que esse é um tema já a nível de governo federal, mas o GDF pode dar a sua contribuição reduzindo os encargos.

A geração de empregos resolveria os demais problemas de Brasília? – Em muitas regiões administrativas do DF ainda falta infraestrutura, saneamento, educação, saúde, cultura, lazer, desenvolvimento econômico. Enfim, está faltando um pouco de tudo. Por isso, defendo a renovação. Outra coisa que constatei é que muitas empresas que não fecharam demitiram muitos pais ou mães de família para continuar no mercado.

Você tem algum levantamento das demandas das comunidades mais carentes do DF? – Eu estive no Sol Nascente e vi que que lá não tem asfalto, não tem rede de esgoto. O serviço público não está chegando para milhares de famílias que lá habitam. Já que o DF cresceu desordenadamente, nós temos que oferecer um pouco mais dignidade para essas pessoas. O Estado não acompanhou esse crescimento.

Como tem sido a aceitação de seu nome como pré-candidato entre seus colegas contadores? – Tem sido ótima, inclusive entre meus clientes. Muitos falam que estão acreditando em mim. Eles estão clamando por mudanças, por renovação. Estou aprendendo a ser político. Não sei prometer uma coisa que não vou cumprir. A minha família sempre me ensinou que a gente nunca deve mentir. Sempre gostei de lidar com a verdade. Sou muito sincero com as pessoas. Tem muita gente que me diz que não vai votar, mas depois que eu converso e exponho minhas propostas elas têm mudado de opinião.

 

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