Aprender russo é uma boa opção para 2017

Marina Darmaros (*) 

Aprender uma nova língua abre portas para conquistar um emprego melhor e para fazer amigos, tanto no Brasil quanto no exterior. Para quem optar pelo russo, existem livros, apps e escolas para facilitar essa tarefa. Eis algumas das opções oferecidas: 

1- Sites para aprender on-line

Começar um novo idioma on-line é uma ótima pedida, já que é importante acumular algum vocabulário de maneira ágil. Hoje já há vários sites internacionais que têm aulas de russo disponíveis com interface em português.

A Babbel, por exemplo, tem os clássicos “cartões de memória”, com as 100 palavras mais importantes do idioma, e com interface em português brasileiro, além de reconhecimento de voz etc. Por enquanto, porém, o site só oferece o curso “Palavras e frases” para o russo (contra os cinco cursos disponíveis para o inglês, outros cinco para o francês, dois de francês etc.). No curso, é possível ouvir as palavras e também há tarefas em que é preciso digitá-las ou escolher as figuras que correspondem às palavras faladas ou escritas. Mas, como a língua russa utiliza outro alfabeto, o cirílico, faz mais sentido estudá-lo antes de iniciar o curso.

Com interface em inglês, o site do grupo de mídia russo RT dispõe de um curso gratuito que é uma boa opção para aprender o cirílico (só para quem dominar  o inglês. E ele vai muito além do alfabeto – sobre o qual explica até as origens -, e dá uma boa base de toda a gramática, frases, fonética etc.

Lang-8, que oferece interface em português brasileiro, tem uma ferramenta muito útil já para usuários um pouco mais avançados – mas que também pode ser usada por iniciantes. Funciona da seguinte maneira: você escreve uma frase ou texto e deixa o material aberto para outros usuários nativos daquela língua corrigirem. Você mesmo pode se colocar à disposição de outros usuários para corrigir textos na sua língua nativa. Como o site já existe há alguns anos, tem muitos usuários (inclusive do russo). Suas principais ferramentas (como a de posts e correção dos usuários) são gratuitas, mas há, na atualidade, limites de postagens e a possibilidade de se pagar mensalidade para um uso mais frequente.

O Busuu, assim como o Babbel, também tem interface em português brasileiro – mas também carece de uma introdução ao alfabeto cirílico. Se você usar outra ferramenta para essa iniciação, porém, as fichas de palavras e expressões comuns do dia a dia são bastante úteis para acumular vocabulário. O site também oferece uma ferramenta que se assemelha à do Lang-8, em que usuários corrigem uns os outros – porém, aqui, os usuários trabalham sobre redações curtas acerca de temas que o próprio site sugere, enquanto o Lang-8 é muito mais livre nesse quesito.

Em contrapartida, no Busuu o usuário pode deixar até fotos de textos escritos à mão e vídeos para correção na seção “praticar”. Tanto no Busuu, como no Babbel, é possível também adicionar seus amigos, criando uma rede social de ensino (o quanto isso é saudável para o aprendizado ainda é obscuro, mas se tiver uma boa – ou má – experiência, compartilhe conosco nos comentários!).

2- Guias e livros didáticos

 

Apesar de todos os aplicativos serem muito bons, para falar russo corretamente é preciso buscar outras fontes que provenham o ensino da gramática, muito diferente da portuguesa. O russo possui peculiaridades como o uso de declinações, um terceiro gênero “neutro” etc. Uma saída para o autodidata é adquirir bons livros, que sempre ficarão para a posteridade como referência. No Brasil, há algumas edições dignas de nota, como o título “Fale tudo em russo”, da professora da Universidade Federal Fluminense Ekaterina Volkova Américo. Há também a série em diversos volumes “Fale Russo”, de Tanira Castro.

Um livrinho para quem quer começar do zero a se aprofundar nos rincões dessa língua um pouco assustadora ao estrangeiro é o “Idiomas Pons: Russo para o dia a dia” (com cd), publicado pela editora Martins. Em explicações extremamente simples e curtas, ele pode servir para abrir seu apetite pela língua.

Os guias de conversação se aprofundam menos nas peculiaridades gramaticais da língua, mas também trazem vocabulário impensável (como peças de carros!) e outras minúcias. Os principais publicados no Brasil são o “Russo: Guia de Conversação Para Viagens”, da Publifolha, e o guia “Berlitz”, da Editora Martins Fontes.

3- Aulas de russo (presenciais e on-line)

Além das escolas que têm borbulhado em São Paulo e outras capitais na atualidade, há opções diversas para quem quer ter um mentor no russo. Hoje é possível encontrar professores particulares que dão aulas presenciais ou pela webcam (por meio do Skype e outros aplicativos similares) em sites como o Superprof, por exemplo, ou o Profes. Eles funcionam de maneira semelhante, disponibilizando os preços cobrados por hora e uma breve biografia dos professores, além de avaliações dos alunos.

Com a chegada de um grande número de russos ao Brasil após o fim do regime de vistos de turismo, há bastantes nativos disponíveis também. No caso das aulas por webcam, porém, há prós e contras. É preciso ter um ambiente minimamente silencioso e uma internet que também seja boa o suficiente para ouvir a nova língua com plena clareza, o que nem sempre acontece.

Para aqueles estudantes mais tradicionais, em São Paulo há  escolinhas de russo, como o Clube Russo Priviet, a antiquíssima União Cultural Pela Amizade dos Povos, que existe desde 1960 e pela qual passaram alguns dos grandes grandes tradutores do idioma, o Clube de Cultura Russa, com dois endereços, no centro e na Santa Cruz, entre outros.

4 – Intercâmbio

Universidade Russa da Amizade dos Povos, em Moscou, é uma das “faculdades preparatórias” para estrangeiros. Foto: Divulgação

Uma infinidade de universidades e institutos linguísticos pela Rússia oferece cursos especiais para estrangeiros – e muita experiência nisso, já que desde os tempos de União Soviética (extinta em 1991) o país se especializou em ser um hub de educação e conhecimento, sobretudo para estudantes provenientes do chamado “terceiro mundo”.

Assim, as “faculdades preparatórias” para estrangeiros, são uma ótima pedida, pois geralmente oferecem de um ano a um ano e meio de curso em que o aluno estudará a língua de manhã e de tarde todos os dias – por vezes, também aos sábados – e vocabulário específico da sua área de estudos (jornalismo, artes, medicina etc.).

Uma das mais famosas é a faculdade preparatória da Universidade Russa da Amizade dos Povos, em Moscou. Mas há muitas outras por todo esse enorme país. Entre os estudantes de russo brasileiros, porém, um dos cursos mais frequentados é o do Instituto Púchkin, em Moscou.

Mas o sentimento de estranheza de se estar em uma cidade menor ou uma faculdade menos badalada pode ser benéfico para o aprendizado da língua – mas é preciso ter nervos de aço para aguentar a pressão psicológica de não conseguir se comunicar, senão por mímica!

(*) Jornalista da Gazeta Russa

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