Amargura, amor cura

É possível alguém passar por muito sofrimento, principalmente na infância, superar, tornar-se uma pessoa amorosa e ser capaz de ajudar outros em situação idêntica? Sim, este é o objetivo da Logoterapia, criada pelo Dr. Victor Frankl, ex-prisioneiro de campo de concentração nazista que a expôs no seu livro “Em Busca de Sentido”.

De modo semelhante, Louíse Ray, no livro “Você Pode Curar Sua Vida”, narra todo sofrimento que passou na infância, a superação e as técnicas de libertação. A verdade é que o ser humano é capaz, desde que não entre na onda de vítima, de coitadismo e queixa.

É a queixa constante que o faz tornar-se revoltado, desanimado, e manter-se no estado de amargura. Qualquer situação de sofrimento que ocorreu naturalmente, isto é, sem a pessoa ter buscado, faz parte do propósito.

Contudo, se você não acredita que é capaz e não desliga das chatices da vida, sempre lastimando, vai se amargurar. Amargura, amor cura!

Quanto mais revolta, inconformação e desespero diante das dificuldades e acontecimentos, mais necessidade de sabedoria. Calma! Resolva, peça ajuda ou administre da melhor forma e desligue.

As chatices da vida acontecem por necessidade do seu carma e dharma pra você se tornar melhor, mais maduro, mais sábio. Pense no que ela quer te ensinar. Aprenda e ajude outros a atravessar situação idêntica.

Na economia da vida, tudo deve ser aproveitado. Viver é topar em pedras e tirá-las para que outros não topem. Desta vida, você só leva o bem feito, as boas lembranças, o conhecimento.

Não seja mais um arrependido no final da vida: “Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu queria, não a vida que os outros queriam que eu vivesse. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos; de ter ficado mais com meus amigos; de ter me permitido ser mais feliz”.

“A vida não deve ser tão somente envelhecer; deve ser crescer. Então, a compaixão surge. Você se torna uma bênção para o mundo. Quando a alegria de outra pessoa for a sua alegria, você terá entendido o significado de amar”.

No final, na hora da morte, a sua vida passará como um filme. Que você possa rir.

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