Veio, viu e venceu. Com as bênçãos de Santo Expedito

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                Aos 37 anos, Lázaro Saldanha é um vencedor. Com apenas 17 anos, saiu de casa na pequena Vigia, a 96 Km de Belém (PA), e veio tentar a sorte em Brasília. Por indicação do então assessor de campanha do senador Jader Barbalho (PMDB), Pelágio Gondim, foi trabalhar comigo na extinta agência Notabilis Comunicação e Marketing. Trabalhava seis horas por dia como rádio-escuta e ganhava salário-mínimo. O restante do tempo ocupava com os estudos e fazendo “bicos” para completar a renda e mandar algum dinheiro para a mãe e os irmãos, que continuaram morando no interior do Pará.

Simpático e carismático, Lázaro acabou arrumando um emprego no GDF, na gestão de Cristovam Buarque (1995/98), e depois trabalhou como cabo eleitoral na campanha de José Roberto Arruda ao GDF, em 1998. O candidato da Terceira Via não foi para o segundo turno, mas Lázaro atuou com tamanha intensidade em sua base (Taguatinga Sul), que ganhou dos vizinhos da Vila Matias o apelido de “Arrudinha”.

Em 2005, já formado em Publicidade pela Faculdade Projeção, retornou para sua cidade. Ajudou a reerguer a Associação dos Pescadores de Vigia e foi eleito vereador pela primeira vez em 2008. No pleito seguinte, em 2012, se reelegeu pelo Pros e está cotado para disputar a vaga de prefeito no próximo ano. Admite, porém, fazer uma composição com o atual chefe do executivo, a quem apoiou no pleito passado, e formar a chapa como vice.

Os vinte anos vividos por Lázaro Saldanha na capital da República têm-lhe servido para encurtar os caminhos à busca de recursos federais para seu estado e, principalmente, para seu município. Na última semana, o vereador passou cinco dias em Brasília. Teve audiências com senadores e deputados federais da bancada do Pará e foi recebido por três ministros na Esplanada dos Ministérios. Entre eles, Gilberto Kassab (Cidades), que o convidou a filiar-se ao PSD. O vereador achou a proposta tentadora e vai responder nos próximos dias, após consultar aliados em Vigia e em Belém.

Também encontrou tempo para visitar a Redação do Brasília Capital, onde conversamos um bom tempo. Falamos do passado e da vida dura dos tempos de Notabilis. Recordamos das correntes de oração para Santo Expedito, lideradas por ele, para pedir a graça de recebermos alguma fatura para pagar os salários dos funcionários. Rimos muito ao recordarmos que, com o pagamento no bolso, rumávamos para Taguatinga, onde comemorávamos a graça alcançada com cerveja e churrasquinho de gato. Sempre acompanhados de nosso amigo Antônio Luiz da Silva, coordenador da rádio-escuta e, às vezes, do André Viana, hoje advogado, que à época cuidava das contas da empresa. Ele conta que ainda é católico fervoroso. Sua mãe e sua sogra são ministras de eucaristia na Igreja Nossa Senhora Aparecida, em Vigia, e ele e toda a família são dizimistas da comunidade. “Tenho apenas uma filha, mas tenho 126 afilhados”, enumera.

Falando do momento atual e recordando boas coisas do passado, Lázaro também projeta o futuro. Além do sonho de um dia vir a ser prefeito de Vigia, pensa em disputar uma vaga de deputado estadual em 2018. E se tudo correr bem, ninguém duvide de que daqui a poucos anos esse determinado paraense voltará para Brasília. Não mais como aventureiro, mas como deputado federal ou senador, como ele sempre projetava nas nossas farras pelos botecos copos-sujos das noites taguatinguenses.

Santo Expedito há de abençoar.

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