Temer convida base aliada para jantar e discutir PEC dos gastos públicos

O presidente Michel Temer fez um convite aos deputados da base aliada para um jantar no próximo domingo (9), no qual será discutida a proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para os gastos públicos. Ao participar, no início da tarde de hoje, de reunião com líderes de partidos aliados ao governo, Temer fez um apelo para que a PEC seja aprovada.
 
Brasília - Deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, fala à imprensa no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasil)

O  objetivo  do  jantar  é  garantir  quórum  na  Câmara  na  semana  que  vem,  para  aprovação  da  proposta que estabelece limite para os gastos públicos, diz o deputado Paulo Pereira da Silva – Foto:Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Michel Temer fez um convite aos deputados da base aliada para um jantar no próximo domingo (9), no qual será discutida a proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para os gastos públicos. Ao participar, no início da tarde de hoje, de reunião com líderes de partidos aliados ao governo, Temer fez um apelo para que a PEC seja aprovada.

A mudança para os próximos 20 anos, que cria um limite nas despesas públicas com base na inflação dos anos anteriores, é considerada prioridade número 1 do Palácio do Planalto neste momento.

Para o líder do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP), o objetivo do jantar é garantir quórum na Câmara na semana que vem, já que o cronograma do governo prevê que a matéria seja aprovada no plenário já na próxima segunda-feira (9).

Reforma da Previdência

Segundo Paulinho, o momento atual é de a base concentrar esforços na aprovação do teto para os gastos governamentais. “Só depois vamos discutir Previdência. Até porque arrumar o caixa não é algo a se fazer de um dia para o outro. Isso não salva o rombo”, disse o deputado.

“Para amenizar [esse problema], precisamos fazer o Refis da dívida [das empresas com a Previdência], que é de mais de R$ 370 bilhões. É preciso também cobrar do agronegócio, que não paga Previdência, e rediscutir o que é filantropia. Outra frente de medidas que pode ajudar a amenizar o problema com a Previdência é acabar com algumas desonerações que, na verdade, são bolsa-empresário”.

Paulinho reiterou que não há possibilidade de a Força Sindical apoiar aumento da idade mínima para a aposentadoria de quem já está no mercado de trabalho. De acordo com o deputado, que é também presidente da Força Sindical, a primeira reunião de Temer com os presidentes de todas as centrais sindicais para discutir a Previdência está marcada para a próxima terça-feira (11).

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