Primavera é promessa de crescimento de negócios no setor florista

Expectativa da cadeia de flores é fechar 2016 com faturamento na ordem de R$ 6.1 bilhões, sendo a primavera um dos pilares para o fomento desta curva

A produção de flores dos Reijers
A produção de flores dos Reijers

No dia 23 de setembro começa a Primavera – a estação mais charmosa do ano e que traz novo fôlego para se disseminar a cultura das flores no País. Se comparados aos europeus, os brasileiros ainda consomem poucas flores no dia a dia, porém, nos últimos cinco anos, o segmento obteve um desenvolvimento bastante considerável. 

Segundo o Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura -, atualmente, existem no Brasil, cerca de 8 mil produtores de flores e plantas, que colocam no mercado aproximadamente 350 espécies de 3 mil variedades. Embora a economia viva um momento crítico, o faturamento do setor em 2015 foi de R$ 6 bilhões, enquanto em 2014, este número ficou em R$ 5,7 bilhões. O Instituto calcula para 2016, um crescimento de 6 a 8% (dependendo do êxito das medidas do governo). 

De acordo com uma das maiores produtoras de rosas do País, a Rosas Reijers, a primavera traz novas oportunidades ao mercado nacional, pois através da simbologia que este período carrega, é possível trabalhar o hábito da população no consumo de flores. “Percebemos um aumento significativo nos eventos a partir do mês de setembro, como casamentos e festas, além de uma venda maior do produto no varejo”, disse a engenheira agrônoma da Rosas Reijers, Camila Reijers. 

Hoje, o maior estado consumidor de flores é São Paulo (45%). “Estamos focados em expandir cada vez mais nossa participação no Nordeste, que tem crescido bastante, assim como consolidar os mercados do Sul e Centro-Oeste”, apontou Camila. Entre as preferidas dos brasileiros nas flores de corte, as rosas são as campeãs, seguidas pelas alstroemérias, lírios, crisântemos e gipsophilas. 

Outro importante aliado que tem contribuído para o crescimento do setor é o supermercado. Alguns dos produtores de flores fornecem para a rede supermercadista em uma parceria que exige investimentos, porém, é extremamente lucrativa para ambas as partes. “Começamos a atuar no varejo em 2007, através de algumas lojas de um importante grupo do Brasil. Desde então, são mais de 300 lojas que atendemos em 40 marcas distintas, espalhadas pelo território nacional. E, ao longo desse período, nossa curva subiu 30% nos negócios”, contou Camila. 

A cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais tornou-se uma importante engrenagem na economia nacional. Dados do Ibraflor informam que o setor emprega 215.818 pessoas diretamente, sendo: 78.485 (36,37%) na produção, 8.410 (3,9%) na distribuição, 120.574 (55.87%) no varejo, 8.349 (3,8%) em outras funções. 

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