Câmara elege comissão especial do impeachment de Dilma

Plenário da Câmara dos Deputados na quarta-feira, após a revelação das conversas entre Dilma e Lula: representantes da Comissão do Impeachment serão definidos nesta quinta - Foto: Ailton de Freitas/Agência O Globo
Plenário da Câmara dos Deputados na quarta-feira, após a revelação das conversas entre Dilma e Lula: representantes da Comissão do Impeachment serão definidos nesta quinta – Foto: Ailton de Freitas/Agência O Globo

A Câmara elegeu, por 433 votos sim e apenas um contrário, a comissão especial do impeachment da presidente Dilma Rousseff. A comissão é composta por 65 titulares e 65 suplentes de 24 partidos da Casa. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) anunciou nesta quinta-feira que a comissão será instalada hoje às 19h. Antes, haverá uma reunião de líderes aliados e a intenção de Cunha é garantir, ainda hoje, a eleição do presidente e do relator da comissão especial. O voto contra foi do José Airton Cirilo (PT-CE)

A sessão foi aberta pouco depois da um da tarde e, no início, líderes da base aliada e da oposição pediram a palavra e pregaram serenidade nas decisões relativas à eleição da comissão especial do impeachment. Pedidos feitos pelos deputados, como o de garantir a inclusão dos nomes do PP na chapa onde seriam eleitos os representantes dos outros partidos e a aceitação da troca de nomes no PMDB, foi submetida por Cunha ao plenário e aceitos por todos. Mas, a sessão começou a ficar mais tensa com discursos de lado a lado feitos na tribuna e nos microfones.

Deputados da oposição usavam pequenas fitas verde amarelo no pescoço ou amarradas na cabeça e apresentaram cartões vermelho com a inscrição impeachment. A todo momento, levantam os cartões pedindo renuncia. Deputados do PT e do PC do B, reagiam gritando “golpe, golpe”.

Logo depois do anúncio da eleição, deputados cantaram o hino nacional.

O deputados incluíram na chapa, os nomes dos deputados do PP que não tinha sido indicados a tempo e seriam submetidos a uma eleição suplementar. No plenário, deputados da base e da oposição adotaram uma postura de serenidade e entendimento, sem discursos inflamados ou contestações.

O PMDB definiu os nomes dos integrantes, abrindo espaço para três deputados declaradamente pró-impeachment entre os oito titulares. Mas, segundo o líder, não foi discutido na reunião de bancada desta manhã o posicionamento a ser adotado pela bancada na votação.

— O mérito em relação ao processo não foi discutido na reunião. A bancada está unida, apresentou seus nomes unidos, e o voto é o desfecho do processo. Partimos unidos na largada, no espírito de buscar serenidade para o desfecho do processo — justificou Picciani.


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