Jovem assassinada no Núcleo Bandeirante foi morta por engano no lugar da mãe

A Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), da Polícia Civil, concluiu as investigações sobre o assassinato de Ana Rita Graziela Rodrigues da Silva, no Núcleo Bandeirante. A jovem de 21 anos foi morta com dois tiros de arma de fogo que atingiram a cabeça, dentro da serralheria da família, em outubro do ano passado.

Segundo as investigações, Ana Rita foi morta por engano por se parecer fisicamente com a mãe, Giovanna Telles, o verdadeiro alvo. Sete pessoas estão envolvidas no crime, entre elas o ex-companheiro de Giovanna, que foi o mandante do crime. O homem pagou a quantia de R$ 10 mil para o executor do assassinato.

Inicialmente o caso foi tratado como um latrocínio, tendo em vista que registro policial dava conta de que um indivíduo desconhecido teria entrado na empresa, armado, anunciado o assalto e efetuado pelo menos dois disparos contra a vítima Ana Rita, que morreu no local. O atirador fugiu em um Fiat/Pálio, de cor vermelha, tendo subtraído apenas um celular de uma das funcionárias.

Antes de matar Ana Rita, o criminoso teria pedido o celular da jovem, mas ela havia sido roubada dias antes. Os disparos ocorreram logo na sequência. O atirador e o motorista do carro foram identificados e presos nas cidades de Minaçu/GO e Samambaia/DF. Eles confessaram e apontaram a participação dos demais envolvidos.

O mandante do crime e mais outras duas pessoas também foram presos e o Fiat/Palio, apreendido. Outros dois envolvidos estão foragidos.

Segundo a delegacia, a investigação, além esclarecer a autoria e circunstâncias da morte de Ana Rita, também identificou um grupo criminoso organizado para prática de homicídios mediante pagamento no DF e em Goiás, pois três pessoas presas também estão envolvidas nas mortes de um pastor e de um jornalista, na cidade de Santo Antônio do Descoberto/GO.

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