Coluna Chico Sant’Anna

 

 

DF registra 120 furtos por dia

Os números não mentem. A insegurança que a sociedade de Brasília sente é real.
Nos primeiros 20 dias de setembro, o DF registrou 2.416 furtos, nas diferentes modalidades. Uma média de 120 por dia.
Desse total, 384 foram de veículos, ou seja, 19,2 carros ou motos por dia, quase um por hora. A cada 24 horas, há 36 furtos no interior de veículos e, praticamente, três bicicletas são roubadas. A cada hora uma casa foi furtada. Áreas tranquilas até então, como o Park Way, passaram a ser alvo predileto dos criminosos. E esses dados não incluem ocorrências mais violentas: homicídios, agressão física, crimes de trânsito.

E a resposta das autoridades é que não há estrutura, não há pessoal, não há isso, não há aquilo.

Se há falta de contingente e de recursos para contratar mais, é urgente rever a jornada de trabalho de nossos policiais: 12 horas de trabalho por 36 de folga, nos dias de hoje, chega a ser um privilégio. Ainda mais quando se sabe que na folga, que seria para diminuir o stress do perigo da profissão, muitos vão fazer bico como segurança em eventos.

 

Por que não se unifica logo as polícias?

Há décadas, organismos internacionais, como o Conselho de Direitos Humanos da ONU, pressionam o Brasil acabar com a Polícia Militar. A corporação é vista como resquício da ditadura militar e responsável por inúmeros casos de violência a jovens pobres e negros.

Em momentos como o que Brasília passa – polícias Civil e Militar digladiando-se por competências jurídicas e equiparações salariais –, ganha espaço novamente a questão. Por que o Brasil, como a maioria das democracias ocidentais não unifica suas polícias? Com polícia única, além de melhor gestão na Segurança Pública e fim de impasses corporativos, haverá otimização de recursos como fim de paralelismos. No DF, onde há uma delegacia de polícia, tem um quartel da PM, onde tem um delegado, há um comandante de um batalhão. Dois prédios, viaturas em dobro, máquina burocrática em dobro e eficiência pela metade.

 

Rollemberg além-fronteiras

Mesmo com a dificuldade política que enfrenta no DF, a família do governador Rodrigo Rollemberg se faz presente ativamente nas eleições do Entorno.

Em Alexânia, um sobrinho do governador, Armando Rollemberg, é candidato a vice-prefeito na coligação PSB-Rede-PPS-PMB. O verdadeiro nome do sobrinho é Armando Rollemberg Neto. Em 2012, ele já havia sido candidato. Na época, a retirada do agnome Neto, gerou trauma familiar. Armando Rollemberg é o nome do irmão mais velho do governador. Militante com história na cidade, o ex-dirigente sindical e jornalista foi um dos fundadores do PT-DF. Depois, mudou-se para ajudar a construir o PSB candango.

O sobrinho tem agora a primazia de usar politicamente a denominação. Caso os dois venham a ser um dia candidatos num mesmo pleito, o direito de uso do nome será do sobrinho e não do tio. Em 2012, o tio Armando Rollemberg, chateado com o fato, desfiliou-se do PSB e migrou para o PDT.

 

Cristalina

Em Cristalina também se nota a presença Rollemberg no pleito. Quem está nas manchetes locais é a filha de Rodrigo Rollemberg. A advogada Gabriela Rollemberg defendeu o presidente da Câmara Municipal, Rosivaldo Pelota (PSB), afastado do cargo junto com outros vereadores, por suspeita de compra de votos para presidir aquela Casa.

O êxito de Gabriela Rollemberg foi uma das últimas decisões tomada por Ricardo Lewandowski, ainda na presidência do STF. Ele determinou o retorno de Pelota ao exercício do mandato de vereador e ao cargo de presidente da Câmara Municipal.

O escritório Gabriela Rollemberg Advocacia também representa o vereador Daniel do Sindicato (PSB), candidato a prefeito de Cristalina. Recentemente, ele e Pelota obtiveram decisão judicial favorável interditando a circulação no WhatsApp de uma falsa reportagem. A mensagem, que seria uma montagem se valendo da identidade visual do portal G1, afirmava que os dois haviam praticado caixa dois com recursos do esquema de corrupção na Petrobras desvendado pela Operação Lava Jato.

O jornal Gazeta Cristal, daquele município goiano, afirma ainda que Gabriela busca influir nas eleições municipais tentando impugnar a candidatura a prefeito de Gildomar Gonçalves Ribeiro, do PMN. Ele já foi prefeito de Cristalina e é citado pelo fazendeiro Morelos Vasquez, acusado de ser o mandante do crime que matou o desembargador Irajá Pimentel em 2002. Ele teria sido pivô de uma contestada transferência de 600 hectares de uma fazenda em Goiás que teve sua propriedade transferida da família de Morelos para Irajá Pimentel.

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