Adasa libera R$ 16,9 milhões para Caesb combater crise hídrica

Nível da barragem do Descoberto está em 54,83%  Foto: Tony Winston/ Agência Brasília

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) ganhou um grande reforço no caixa nesta sexta-feira (7). Isso porque a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) liberou R$ 16,9 milhões arrecadados com a taxa extra na conta de água dos brasilienses para que a Caesb invista em novos projetos.

O foi arrecadado com a tarifa de contingência até fevereiro. A arrecadação de março ainda está em fase de apuração pela Caesb. O aumento na conta de água é mais uma maneira de o governo forçar o brasiliense a economizar água – e não há previsão de término.

O dinheiro extra no caixa da Caesb não pode ser usada para financiar custos associados à prestação regular de serviço de abastecimento de água, gastos com pessoal próprio ou eventuais acréscimos de despesas regulares que não estejam relacionadas ao período de escassez hídrica.

Segundo a resolução da Adasa, a verba da tarifa de contingência será destinada ao financiamento de custos operacionais e de capital adicionais, decorrentes da situação crítica de escassez hídrica, com o objetivo de aliviar os efeitos sobre o fornecimento de água potável em situações hidrológicas adversas. São considerados custos adicionais aqueles com finalidade de aumentar a capacidade de produção de água e a segurança operacional dos sistemas de abastecimento, reduzir perdas e aumentar a disponibilidade hídrica dos mananciais. Além disso, estão previstas aplicações em divulgação de informações, avisos e ações de educação ambiental.

A tarifa extra começou a ser cobrada em outubro de 2016 de unidades que consomem mais de 10 m³ de água por mês. A partir de agora, os recursos da tarifa de contingência poderão contribuir para aumentar a segurança hídrica da população de Brasília.

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