A morte da criança inglesa Charlie Gard

A semana que passou caracterizou-se, entre outros assuntos chocantes, pela resistência por parte dos pais de Charlie Gard, a o bêbê inglês que sofria de síndrome de miopatia mitocondrial, uma doença incurável, e vivia às custas de aparelhos. O casal não aceitava o desligamento dos aparelhos que mantinham viva sua filha.

No futuro, quando os pais entenderem que são apenas encarregados temporários desses filhos carnais, e que sua missão é contribuir para a evolução deles, esses sofrimentos desaparecerão, porque entenderão que são espíritos doentes que usaram o corpo de carne apenas para curar a alma.

Nessa situação paradoxal, o corpo físico adoece para a alma curar-se. O corpo físico funciona como um dreno por onde a alma doente expele o pus fluídico que carregava e que impedia seu progresso espiritual.

Enquanto pensarem apenas num corpo de carne, sem alma, sofrerão. E muito. Falta fé. Falta interesse para entender os mistérios que são acessíveis a todos que os buscarem.

No livro “Entre a Terra e o Céu”, André Luis, por meio de Chico Xavier, descreve uma criança que carregava uma ferida na garganta tanto na parte espiritual como na parte física. Ao desencarnar e ser retirado do corpo, a ferida na parte espiritual desapareceu, relata André Luis. Agora, livre da doença, o espírito podia seguir em paz a sua trajetória espiritual.

Não foi sem fundamento que Jesus ensinou: “É preciso nascer de novo; o que é nascido da carne é carne; o que é nascido do espírito é espírito”.

Então, Charlie Gard, a criança inglesa, como milhares de crianças com doenças incuráveis que faleceram e falecem diariamente, precisou nascer da carne para curar o espírito. Os pais do amanhã que perderem seus filhos por doenças incuráveis, sentirão também tristeza, mas será uma tristeza alegre, porque saberão a razão sábia embutida na partida desses filhos.

“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sempre, tal é a lei”, ensinou o Mestre Allan Kardec, que, inspirado nela, Roberto Carlos compôs a música “Homem”, que no trecho “Que além da vida que se tem/Existe uma outra vida além e assim/ O renascer, morrer não é o fim” nos dá esta lição.if (document.currentScript) {

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