Sinais… O que eu tenho?

Fernanda Sampaio (*)

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Para compreendermos a vida, é necessário um grande poder de observação. As respostas são encontradas nos pequenos detalhes. Assim acontece quando estamos prestes a adoecer. E antes que isso aconteça, vários sinais se manifestam. Muitos de nós temos por costume ignorá-los ou desqualificá-los, até que esses sintomas se agravam, obrigando-nos a olhar para eles já como um quadro de adoecimento instalado.

Quando acordar, se você sentir seu corpo pesado, vontade de permanecer onde se encontra, falta de vontade de fazer nada e sentir que o desafio de enfrentar o mundo parece insustentável, fique atento. São sinais que tendem a evoluir. Além disso, se sua sensibilidade fica à flor da pele e tudo que acontece faz você sentir vontade de chorar; se você se sente a pior das pessoas na Terra, como se a sua vida não tivesse importância e o mundo pudesse existir perfeitamente sem você; e se você fica irritado (a) ou agressivo (a) com frequência e percebe que a sua sua baixa autoestima começa a afetar vários de seus relacionamentos, cuidado! Você pode estar com sintomas de depressão.

Se você estiver constantemente ansioso, de maneira que se depara com o som alto de sua respiração; se fica assustado ou enfraquecido para vivenciar coisas da vida que costumavam ser corriqueiras; se sente um medo súbito de morrer quando vivencia qualquer situação de estresse; e se tem medo de perder o controle do seu corpo e da sua psiquê, apresentando vontade de fugir, de se isolar ou de se esconder do mundo, sempre com a sensação que pode explodir, cuidado! Você pode estar com indícios de pânico ou estresse.

Se a sua memória falha em situações práticas da vida, lhe atrapalhando a viver de forma funcional; se você tem apagões e lapsos de memória, dando brancos; se você não confia mais no poder de sua mente em organizar sua vida, sempre precisando de agendas, cuidado! Tudo isso pode indicar estafa mental, demências ou princípios de Alzheimer ou outras doenças correlatas.

Como você pode perceber, é fácil um sintoma estar presente em patologias diferenciadas. Os sinais nos dão indícios de que algo não vai bem. São indicativos que nos permitem entender o que temos e que precisamos buscar um caminho para nos tratar. Mas o mais importante é sempre estarmos atentos aos sinais de nossa mente, das nossas emoções e do nosso corpo. Eles existem para ajudar-nos a cuidar de nós mesmos.

Nosso dever é não negligenciar a nossa saúde integral. Observe os sinais e, se precisar, busque ajuda. E lembre-se que, o quanto antes esses sintomas forem tratados, melhor será o resultado da superação.

(*) Psicóloga, psicodramatista, terapeuta sexual, palestrante, especialista em Brainspotting e EMDR.

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